Câmara realiza solenidade em comemoração ao Dia da Consciência Negra

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Câmara realiza solenidade em comemoração ao Dia da Consciência Negra

A Câmara Municipal de Fortaleza realizou na tarde desta terça-feira, 23 de novembro, sessão solene para homenagear entidades e personalidades do movimento negro, por ocasião do Dia Nacional da Consciência Negra. O momento foi proposto pela vereadora Larissa Gaspar (PT).

Larissa Gaspar (PT) destacou o compromisso do seu mandato na luta pela visibilidade racial e na afirmação da consciência negra. “É uma alegria poder realizar esse momento em benefício desses guerreiros e guerreiras que tem lutado contra o racismo e pela igualdade racial. Essa sessão é alusiva ao Dia da Consciência Negra comemorado no dia 20 de novembro, data que marca o assassinato de um grande guerreiro do povo negro, Zumbi dos Palmares. Nós selecionamos cinco pessoas de instituições que tem uma atuação reconhecida contra o racismo no Ceará e que atuam em defesa das leis que tratam do estudo da cultura, do afro-indígena nas nossas instituições de ensino”, declarou a vereadora.

O evento prestigiou a trajetória do movimento negro dos educadores Joelma Gentil do Nascimento; José Hilário Ferreira Sobrinho; Jacqueline da Silva Costa; Francisco Antônio Ferreira Lopes; e a Editora Dinâmica, representada por Davi Moreira Medeiros.

A coordenadora de Política de Igualdade Racial no Estado, Martir Silva, reforçou o significado da homenagem que reconhece a luta e a resistência do povo negro. “O notório saber demonstra o quanto o povo negro é importante com sua força, seu trabalho, na construção do nosso país. Nós estamos bem representados por esse conjunto de saberes presentes nesta solenidade, que pensam sobre nossa história, nossa luta e nosso futuro, e por uma sociedade mais igualitária e com mais equidade para o povo negro no Brasil”, disse a coordenadora.

Com um discurso emocionado, a professora Jaqueline da Silva relembrou a sua trajetória e contou das dificuldades enfrentadas devido a sua cor. “Hoje o sentimento é de gratidão. Eu luto desde o dia que nasci, pois sou negra, mulher e professora. Sou filha de um preto carpinteiro e de uma mãe que ganhava a vida lavando roupa. Vim de uma família de negros que sempre me protegeu e me encorajou. Sou do movimento negro, de mulheres e hoje estou na UNILAB”, revelou a professora.

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