Ex-governador do Paraná, Beto Richa é preso em desdobramento da Lava Jato

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Governador eleito em primeiro turno para dois mandatos, Richa ficou apenas na sexta colocação na disputa ao Senado em 2018 - Ricardo Almeida/ANPr

O ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) foi preso na manhã desta sexta-feira (25/1) em sua residência, em Curitiba. A prisão temporária (por tempo indeterminado) foi decretada pelo juiz Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara Federal de Curitiba, que também mandou prender Dirceu Pupo Ferreira, contador da ex-primeira-dama Fernanda Richa.

O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal com base nas revelações da Operação Integração. Uma das etapas da Lava Jato, a operação identificou a movimentação de R$ 55 milhões em propina na concessão de rodovias do chamado Anel de Integração do Paraná. O tucano é investigado por corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

De acordo com o Ministério Público Federal, dois esquemas de corrupção funcionaram durante as obras do Anel de Integração. O primeiro, iniciado em 1999, somou o pagamento de R$ 35 milhões até 2015 por meio de uma espécie de mensalinho.

Outros R$ 20 milhões foram movimentados entre 2011 e 2014, segundo as investigações. Nesse esquema, agentes do governo estadual cobravam 2% de cada contrato do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná. Segundo o Ministério Público, os desvios também beneficiariam Pepe Richa, irmão do ex-governador, preso em setembro na Operação Integração II.

As denúncias abalaram a popularidade do tucano. Eleito governador em 2010 e 2014 no primeiro turno, Beto Richa ficou apenas na sexta colocação na disputa ao Senado em 2018, quando recebeu 377.872 votos. (Congresso em Foco).

 

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