Paraguai e Bolívia são os países que mais compram confecções do Ceará, aponta estudo da FIEC

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Reprodução/FIEC

De janeiro a abril de 2019, o Ceará exportou US$ 1,25 milhão em confecções, seguindo como o sexto Estado brasileiro que mais vende desse setor para o exterior. As importações, por sua vez, somaram US$ 4,56 milhões, crescendo 10,3% em relação ao mesmo período do ano passado. A moda íntima configura-se como o principal segmento do comércio internacional cearense, estando presente tanto nas exportações como nas importações. É o que revela estudo do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC).

Peças íntimas femininas, formadas por sutiãs e calcinhas, são o grupo mais exportado pelo Ceará no período analisado, totalizando US$ 460 mil, o que representa 37% do total. Destaque para a exportação de calcinhas, que exibiram aumento de 10,1%, totalizando US$ 132,1 mil e garantindo ao Ceará o posto de maior exportador do Nordeste e terceiro maior do Brasil nas vendas externas dessa peça. Maiôs e biquínis são o terceiro item mais vendido ao exterior, com US$ 119,5 mil.

Importante cliente das confecções cearenses, o Paraguai é o maior consumidor do setor do Estado, com US$ 452,1 mil, mais de 30% do total vendido pelo Ceará. Em seguida está a Bolívia, com US$ 242,7 mil. As exportações do segmento para Portugal cresceram 29,9% no primeiro quadrimestre de 2019, quando comparadas ao mesmo período de 2018, registrando US$ 81,1 mil. Vale destacar que os municípios cearenses de Maracanaú e Caucaia são, respectivamente o 4° e o 8° maiores exportadores nacionais do grupo de sutiãs, cintas e espartilhos.

Os produtos mais comprados do exterior foram calças, bermudas e outras peças masculinas. Esses artigos que lideram as importações cearenses totalizaram US$ 566,2 mil. Porém, o valor das importações de sutiãs e de calcinhas somados fazem da moda íntima o principal vetor do setor no comércio exterior cearense como um todo. O total importado em peças íntimas chegou a US$ 655,1 mil, superando o primeiro colocado do ranking. O principal mercado fornecedor no período foi a China, com US$ 2,6 milhões, seguido de Honduras, que exportou US$ 478,8 mil em confecções ao Ceará.

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