População e profissionais de saúde são alertados para identificação de casos de síndrome gripal

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População e profissionais de saúde são alertados para identificação de casos de síndrome gripal

Com início no primeiro semestre, a campanha nacional de vacinação contra a gripe registrou 76% de cobertura vacinal no Ceará, menor índice em mais de duas décadas

A fim de prevenir o aumento nos casos ou surtos decorrentes da influenza ou outros vírus respiratórios, a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) se antecipa e orienta população e profissionais de saúde, por meio de nota informativa publicada nesta quinta-feira (16 de dezembro), a manter alerta para identificação precoce de casos de síndrome gripal, principalmente em pacientes que pertencem a grupos de risco, como crianças e idosos. A publicação é ainda mais relevante diante do cenário apresentado em outros estados brasileiros, que vivenciam epidemias de influenza neste fim de ano.

O diagnóstico de síndrome gripal (SG) ocorre quando o indivíduo possui quadro respiratório agudo, caracterizado por pelo menos dois dos seguintes sinais e sintomas: febre, calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza, distúrbios olfativos e/ou gustativos. Em crianças, além destas, considera-se, ainda, obstrução nasal, na ausência de outro diagnóstico específico. Em idosos, devem ser considerados também confusão mental, sonolência excessiva, irritabilidade e ausência de apetite.

Diante de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), indivíduos de qualquer idade podem apresentar falta de ar; pressão ou dor presente no tórax; coloração azulada dos lábios ou rosto. Todos os pacientes internados ou óbitos por SRAG devem ser notificados no Sistema de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe).

É importante destacar que, na suspeita de Covid-19, a febre pode estar ausente e sintomas gastrointestinais, como diarreia, podem estar presentes.

Até o dia 4 de dezembro deste ano (2021), foram notificados 67.762 casos de síndrome respiratória aguda grave no Sivep-Gripe. Dos casos investigados em pacientes internados, somente três foram confirmados como influenza, sendo um classificado como influenza A (não subtipo – amostra de laboratório particular), um como influenza A (H3N2) e um caso como influenza B. O paciente internado com H3N2 recebeu alta. É um homem de 76 anos, morador da Região Norte.

 

O Laboratório Central de Saúde Pública do Ceará (Lacen) também identificou, neste mês de dezembro, outros 18 pacientes positivos para esse subtipo da influenza. Eram pessoas com sintomas leves que testaram negativo para Covid-19 em Centros de Testagem e unidades de saúde. A faixa etária mais prevalente foi de 20 a 49 anos, sem diferença significativa entre os sexos.

A Vigilância Epidemiológica do Estado rastreia surtos, internações e óbitos. Desta forma, a Sesa alerta a população quanto aos cuidados e prevenção, sobretudo nos grupos de risco. É importante lembrar que a campanha de vacinação contra a influenza já foi encerrada, mas os municípios ainda têm algumas doses em estoque e devem convocar as pessoas com maior risco para elevar a cobertura vacinal no Ceará.

Menor vacinação em 23 anos

Neste ano, a campanha nacional de vacinação contra a gripe foi dividida em três etapas e por grupos prioritários, sendo divulgada amplamente pela Sesa entre abril e julho. Das 3.267.990 doses distribuídas em 2021, 2.631.962 (76,28%) foram administradas. É o menor índice em 23 anos. Desde 2017, a meta de cobertura vacinal passou a ser de 90%.

 

Considerando as baixas coberturas vacinais neste ano, o Ministério da Saúde, por meio de ofício, recomendou a ampliação da oferta da vacina para toda a população a partir de 6 meses de idade, a fim de evitar o aparecimento da doença e suas complicações, em especial nos grupos de risco.

Tratamento

O antiviral fosfato de oseltamivir (Tamiflu) é o medicamento recomendado para o tratamento da influenza. A substância é fornecida pelo Ministério da Saúde e deve estar presente em todas as unidades da rede pública.

O medicamento deve ser prescrito para pessoas com fatores de risco e sintomáticas. Diante de outro cenário, a prescrição deve ser ponderada pelo profissional de saúde. Pacientes da rede privada com receita simples do seu médico podem ter acesso ao medicamento na rede pública.

Orientações para a população

Entre as medidas preventivas mais indicadas, estão: lavar as mãos, punhos, unhas e espaços entre os dedos com água e sabão com frequência – se não puder, use álcool em gel; evitar levar a mão ao rosto; utilizar máscaras descartáveis; manter os ambientes ventilados e evitar aglomerações. Se estiver com sintomas de gripe, evite cumprimentar as pessoas com abraços, beijos ou apertos de mãos; evitar, ainda, contato próximo com pessoas que apresentem sinais e sintomas gripais.

Orientação para profissionais de saúde

Conforme recomendações da nota publicada pela Sesa, os trabalhadores de saúde devem, por exemplo, higienizar as mãos antes e após o contato com o paciente; utilizar equipamento de proteção individual, como avental e luvas, ao contato com sangue e secreções; usar óculos e máscara, se houver risco de respingos; e fazer o descarte adequado de resíduos. Quando em enfermaria, respeitar a distância mínima de 1 metro entre os leitos durante o tratamento com Tamiflu. Fonte: Secretaria de Saúde do Estado.

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