Quase um terço (29%) dos eleitores não votou nem em Bolsonaro nem em Haddad

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Urna eletrônica/Divulgação

Dos 147,3 milhões de eleitores brasileiros aptos a votar em 28 de outubro, 42,4 milhões não votaram nem no presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), nem no candidato derrotado, Fernando Haddad (PT). Isso equivale a quase um terço (29%) de todo o eleitorado nacional. O número corresponde à soma dos votos em branco, nulos e das abstenções, ou seja, quem não foi votar.

Bolsonaro foi eleito com 57.797.847 votos, o equivalente a 55,1% dos votos válidos. Na prática, ele recebeu o apoio de 39,2% de todo o eleitorado nacional. Haddad, que recebeu 47.040.906 votos, ficou com 44,9% dos votos válidos. Para 32% dos eleitores do país, ele era a melhor opção.

Ao todo, foram registrados 8.608.105 (7,4%) votos nulos – o maior índice desde a primeira eleição presidencial após a ditadura, em 1989. Houve um aumento de 60% na comparação com o segundo turno da última disputa para a Presidência, entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), quando 4,6% dos votos foram anulados.

Os dois maiores colégios eleitorais do país registraram os maiores índices de votos nulos: 10,6% em Minas Gerais e 10%, em São Paulo. Sergipe, com 9,5% e Rio de Janeiro, com 9,1% vieram na sequência.

Outros 2.486.593 (2,1%) eleitores preferiram votar em branco – índice superior ao 1,7% computado no segundo turno da eleição presidencial passada. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 31.371.704 (21,2%) eleitores não compareceram para votar. O percentual é próximo do registrado no segundo turno de 2014. (Site do Congresso Em Foco).

 

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