Réus acusados de integrarem facção são condenados por homicídio e associação criminosa

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Reprodução

O Conselho de Sentença do 3º Tribunal do Júri da Comarca de Fortaleza condenou os réus Francisco Leandro Dias Sousa, Carlos Daniel Fernandes Firmino e Márcio Glaydson Furtado Gomes pelos crimes de homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e surpresa), associação criminosa, porte ilegal de arma de fogo e corrupção de menor.

Francisco Leandro deverá cumprir 22 anos e dois meses de reclusão. Já Carlos Daniel recebeu pena de 22 anos, um mês e dez dias de reclusão, devido a atenuante por ser, à época do crime, menor de 21 anos. Márcio Glaydson teve pena fixada em 18 anos e dez meses, devido a atenuante de confissão espontânea, além de também ter menos de 21 anos à época do fato. Todos deverão cumprir pena em regime inicialmente fechado e não poderão recorrer em liberdade.

Segundo a denúncia do Ministério Público, no dia 2 de maio de 2017, por volta das 13h, na Travessa São João, bairro Genibaú, a vítima Josenaldo Pereira Paiva Pinto foi surpreendida pelos acusados, que efetuaram diversos disparos contra ele. Os réus tentaram fugir mas uma viatura da Polícia Civil que passava pelo local iniciou uma perseguição e conseguiu prendê-los dentro de uma casa onde estavam escondidos. No local, os policiais encontraram revólveres, pistola e farta munição. Ainda de acordo com a acusação, a motivação do crime foi a rivalidade entre facções criminosas, já que os réus e vítima pertenciam a grupos distintos.

O julgamento ocorreu nessa segunda-feira (26/11), no Fórum Clóvis Beviláqua, como parte da programação do Mês Nacional do Júri. A sessão foi presidida pela juíza Daniela Lima da Rocha, respondendo pela 3ª Vara do Júri. A acusação foi patrocinada pelo promotor de Justiça Ítalo Loureiro e a defesa esteve a cargo da defensora pública Sulamita Alves Teixeira.

Iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com tribunais de todo o País, o Mês Nacional do Júri tem como objetivo dar maior celeridade ao julgamento de crimes dolosos contra a vida. Conforme orientação do CNJ, estão sendo priorizados os casos de réus presos e que tenham como vítimas mulheres, crianças e adolescentes. Só em Fortaleza, foram agendadas quase 90 sessões, previstas para ocorrer até a próxima sexta-feira (30/11).

 

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