Três suspeitos de envolvimento na morte de líderes do PCC são denunciados por homicídio qualificado

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O Ministério Público do Estado do Ceará denunciou outros três suspeitos de envolvimento na morte dos líderes do PCC, Rogério Jeremias de Simone (vulgo “Gegê do Mangue”) e Fabiano Alves de Souza (vulgo “Paca), por homicídio qualificado. São eles: Felipe Ramos Morais, piloto do helicóptero que transportou as vítimas ao local do assassinato, atualmente preso; Jefte Ferreira Santos e Maria Jussara da Conceição Ferreira, ambos foragidos com prisão decretada. Segundo o MPCE, tanto as vítimas quanto os acusados de envolvimento no assassinato integravam a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) ou com ela mantinham relação. A nova denúncia foi protocolada na tarde desta terça-feira (16/10), na 1ª Vara da Comarca de Aquiraz.

Denúncia por Homicídio Qualificado

Segundo o MPCE, “o trio teve participação decisiva e fundamental para a prática do duplo homicídio, o que não se deu de forma direta puxando o gatilho…mas através de logística e transporte dos executores, atos típicos de uma organização criminosa do porte do PCC, em que cada integrante tem papel definido e tarefa singular na prática de condutas criminosas”.

O trio integrava o núcleo do PCC dirigido pelo falecido Wagner Ferreira da Silva, vulgo “Cabelo Duro”, indivíduo que foi responsável pelo comando da execução das vítimas. Na qualidade de piloto, a Felipe cabia a função de transportar drogas, armas e dinheiro para o grupo criminoso, bem como fazer os deslocamentos dos integrantes da organização de um local para outro. Jussara e Jefte, mãe e filho, administravam a logística dos negócios escusos de Wagner e seus comparsas, efetuando pagamentos, fazendo reservas de hotéis, entre outras atividades de apoio ao grupo criminoso.

Os três acusados já haviam sido denunciados pelo MPCE por organização criminosa armada. Felipe Morais também acumula a imputação pela prática do delito de falsificação de documento público.

O crime

O crime ocorreu no dia 15 de fevereiro de 2018, na localidade Lagoa Encantada, no município de Aquiraz, por volta das 10h30, quando as vítimas foram assassinadas por disparos de pistola 9mm, após terem sido conduzidas ao local da execução em um helicóptero.

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