Vendas de consórcios atingem recorde histórico no BB: R$ 7 bilhões

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O BB atingiu patamar histórico com a venda de mais de R$ 7 bilhões durante os primeiros oito meses do ano de 2018. O volume representa 81% de todo o montante negociado pela modalidade durante todo o ano passado – com crescimento de 21% sobre o mesmo período de 2017 e de 26% na comparação com mesmo período de 2016. O BB havia fechado o primeiro semestre de 2018 com R$ 5 bilhões em vendas. Ou seja, nos dois primeiros meses do segundo semestre deste ano, já foram vendidos mais R$ 2 bilhões.

O tripé que permitiu este crescimento no Banco foi:
i. o foco estratégico e aproveitamento de oportunidade de vendas, observando comportamento de clientes na busca por planejamento financeiros que o produto consórcio oferece;
ii. vendas em novos canais alternativos (como aplicativo para celular, por exemplo)
iii. e atração de novos públicos a partir de reformulação e desenvolvimento de novos produtos para segmentos específicos, como clientes alta renda ou produtores rurais.

Inovação no DNA de consórcios do BB
Este patamar é recorde histórico absoluto na BB Consórcios, desde a criação desta alternativa financeiro na década de 1960, por funcionários do próprio Banco do Brasil. De acordo com a Abac www.abac.org.br/o-consorcio/historia, associação do setor, com a instalação da indústria automobilística no país e sem oferta de crédito direto ao consumidor na época, funcionários do Banco tiveram a ideia de formar um grupo para constituir fundo para aquisição de carros. “O consórcio reforça o posicionamento histórico de inovação do Banco do Brasil. Quando se fala em inovação, muito se imagina sobre ‘acompanhar o mundo em transformação’. Mas, historicamente, assumimos outro papel, o de protagonistas, com o BB como agente ativo da transformação do mundo. Esse é um diferencial importante em um ambiente de concorrência acirrada”, afirma Paulo Ivan Rabelo, diretor comercial da BB Consórcios.

Ele ressalta que a inovação é constante neste segmento e que o BB é o único banco no país a oferecer a opção de comercialização de consórcios via App, cujas vendas já superam a marca de R$ 1,4 bilhão desde o lançamento, em maio do ano passado. Paulo Ivan atribui o sucesso de consórcios do BB a outras características: “é um produto que ainda traz atributos bastante atuais de educação financeira e de economia compartilhada, importantes para apresentação do consórcio como opção financeira para planejamento de compras e realização de desejos, seja um bem móvel, imóvel ou serviços, como uma viagem, por exemplo”, explica.

História
No início da década de 1960, com a instalação da indústria automobilística no território nacional e em decorrência da falta de oferta de crédito direto ao consumidor, funcionários do Banco do Brasil tiveram a ideia de formar um grupo de amigos, com o objetivo de constituir um fundo suficiente para aquisição de automóveis para todos aqueles que participassem da arrecadação dos recursos. Brasília apenas começava e o carro era um artigo de luxo na nova capital. Numa cidade como a Brasília da década de 1960, em que as distâncias eram grandes e o transporte público incipiente, um carro era o sonho de consumo das famílias. O problema é que o bem era caro e não havia linhas de financiamento acessíveis. De forma inovadora à época, eles se uniram e cada um contribuiu com uma parcela do valor do carro que, somadas, permitiriam a sua aquisição. Mas, de quem seria aquele primeiro veículo? A solução foi simples: sorteá-lo! Surgiu, assim, no Brasil, o Consórcio, mecanismo de concessão de crédito isento de juros, que tem por finalidade a aquisição de bens e serviços. A história do consórcio confunde-se com a fundação de Brasília e o surgimento do Brasil moderno. O modelo deu certo. Em pouco tempo, além de mais funcionários do banco, o consórcio passou a atrair interessados entre servidores da Câmara, do Senado, do Banco Central e de outros órgãos públicos. Os criadores do consórcio chegaram a administrar 700 grupos, cada um com dezenas de participantes. Em pouco tempo, a ideia começou a ser replicada e virou um produto financeiro. Em 1971, surgiu a primeira lei a respeito dos consórcios, que passaram a necessitar de autorização prévia da Receita Federal para funcionar. Em 1991, a regulamentação passou para o Banco Central.

Grandes números
Entre os produtos preferidos dos consorciados, estão as cotas para a aquisição de automóveis. Os grupos para veículos responderam por R$ 4,1 bilhões de todo o volume faturado no período. Os imóveis aparecem em 2º lugar, com R$ 1,4 bilhão, seguidos pelo segmento de motocicletas (R$ 1,2 bilhão).

Relação das principais vendas de consórcios em 2018:
– Automóveis: R$ 4,1 bilhões
– Imóveis: R$ 1,4 bilhão
– Moto: R$ 1,2 bilhão
– Trator e Caminhão: R$ 307 milhões
– Serviços: R$ 108 milhões
– Outros Bens Móveis: R$ 45 milhões

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