Governo e FAO lançam campanha Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos

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Em solenidade no Palácio do Planalto, em Brasília, com a presença do presidente Jair Bolsonaro, da primeira-dama Michelle Bolsonaro, da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Tereza Cristina, e a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, foi lançada, nesta quarta-feira (29/7), a quinta edição da campanha #Mulheres Rurais, Mulheres com  Direitos.

A campanha é iniciativa da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), com apoio dos governos dos países da América Latina e do Caribe. Segundo nota do Ministério da Agricultura, o propósito da campanha “é dar visibilidade às mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes que vivem e trabalham em um contexto de desigualdades estruturais e desafios sociais, econômicos e ambientais, agravado pelo impacto da pandemia de covid-19.”

O Ministério da Agricultura prevê como ações da campanha “a identificação e difusão de experiências e conhecimentos sobre o poder transformador das mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes, e a realização de concurso, seminários e oficinas que levem até as mulheres do campo o conhecimento de direitos e políticas públicas ao seu alcance.”A edição deste ano quer destacar as mulheres como “guardiãs e promotoras do desenvolvimento seguindo o princípio da agenda 20 30 [da ONU com objetivos] para o desenvolvimento sustentável”, descreveu a Tereza Cristina, para quem a contribuição feminina “é fundamental”. Segundo ela, “nesse mundo ainda tão masculino, precisamos evidenciar e fortalecer o papel das mulheres do campo na transformação da nossa sociedade.”

A campanha também está a cargo do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e do gabinete da primeira-dama. Michelle Bolsonaro defendeu que “o governo precisa fortalecer cada vez mais a atuação da mulher rural com políticas públicas que permitam seu desenvolvimento profissional, aumento de sua renda e que as protejam das dificuldades inerentes à sua condição, principalmente no combate à violência.”

Segundo o ministério, Margarida foi uma das primeiras mulheres a exercer um cargo de direção sindical no país, além de lutar pelos direitos dos trabalhadores do campo. Seu nome e sua história inspiraram a Marcha das Margaridas, criada em 2000. O assassinato impune gerou denúncia contra o Brasil em 2000 na Comissão Interamericana de Direitos Humanos.Para Damares Alves “chegou o dia de dizer para vocês mulheres do campo ‘vocês não vão ficar para trás’.” Ela assinalou que o governo atua para valorizar e respeitar a mulher no campo. E lembrou que somente em outubro do ano passado, o governo federal fez a “reparação simbólica” pela morte da trabalhadora rural Margarida Maria Alves, assassinada em agosto de 1983.

Também presente na solenidade, o representante da FAO Rafael Zavala disse que “o Brasil tem uma experiência significativa na implementação da campanha Mulheres Rurais, Mulheres com Direito.