Mais Médicos cresce 33,6% no Ceará, em 18 meses

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Médicos e médicas em atividade se concentram em regiões onde há escassez ou ausência de profissionais de saúde - Foto: André Ávila / Agência RBS
Médicos e médicas em atividade se concentram em regiões onde há escassez ou ausência de profissionais de saúde - Foto: André Ávila / Agência RBS

O número de profissionais do Mais Médicos (PMM) em atividade aumentou em 93,83% desde o início do governo do presidente Lula da Silva – de janeiro de 2023 a junho de 2024. Atualmente, 24.894 médicos e médicas atendem em todo o Brasil. São 12.051 profissionais a mais que o registrado em dezembro de 2022.

O estado do Ceará registrou crescimento de 33,42% no número de profissionais em atividade no programa. Em 18 meses, o total saltou de 1.182 para 1.577. Do total de médicos e médicas ativas no Ceará, 1.466 são brasileiros (92,9%), 46,48% são mulheres; 742 profissionais têm entre 30 e 39 anos. Há uma vaga do programa ocupada por indígena, enquanto 42,17% são pretos ou pardos e 50,48% são brancos.

Quanto ao tipo de equipe onde estão alocados os profissionais do Mais Médicos, 1.560 integram equipes de Saúde da Família (eSF) e 1.540 estão em regiões de médio, alto ou muito alto Índice de Vulnerabilidade da Saúde (IVS).

Fortaleza teve um crescimento de 30% no período de janeiro de 2023 a junho de 2024. A cidade conta agora com 180 médicos e médicas — recebeu 42 novos profissionais no período. Em dezembro de 2022, eram 138.

NACIONAL — Em dezembro de 2022, 12.843 profissionais estavam na ativa. Desde 2023, com a recomposição, o Governo Federal quase dobrou a quantidade de profissionais e implementou melhorias no modelo.

No início de julho, o Ministério da Saúde anunciou um novo edital para a contratação de 3,1 mil profissionais. A seleção traz, de forma inédita, vagas no regime de cotas para pessoas com deficiência e grupos étnico-raciais, como negros, quilombolas e indígenas.

“O Mais Médicos é uma realidade e faz a diferença. Quando assumimos o governo, havia ainda 12 mil médicos. Com esse edital, nós retomamos a meta dos 28 mil médicos. Pela primeira vez o edital é feito seguindo a política de cotas aprovada em lei que é prioridade do Governo Federal. Cumprimos, assim, a nossa visão de inclusão”, afirmou a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

O Mais Médicos integra um conjunto de ações e iniciativas para o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, porta de entrada preferencial do Sistema Único de Saúde (SUS). É neste atendimento que 80% dos problemas de saúde são resolvidos.

O programa existe para enfrentar também desigualdades regionais. Leva médicos a regiões onde há escassez ou ausência de profissionais e investe na qualificação e formação, no intuito de resolver a questão emergencial do atendimento básico, mas também criando condições para continuar a garantir um atendimento qualificado no futuro para aqueles que acessam cotidianamente o SUS. Com informações da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República