49 anos de história e lutas do CEM

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Por professor Oleilson Targino de Almeida, especial para o Ceará Leste

Até o ano 1972, Cascavel não tinha uma escola pública de ensino ginasial (atual ensino fundamental II), os alunos estudavam, até o 4º ano (atual ensino fundamental I), no Grupo Escolar de Cascavel (atual Benígna Pacheco). Ao término do ano letivo, alunos sem condições financeiras, abandonavam os estudos. Os filhos dos remediados iam estudar no Centro Educacional Padre Francisco Valdevino Nogueira (à época CNEG – Campanha Nacional de Escolas Gratuitas depois CNEC – Campanha Nacional de Escolas da Comunidade) pagando uma mensalidade. Os alunos das famílias tradicionais, por conta de suas condições financeiras privilegiadas e de terem residências em Fortaleza, foram estudar em escolas particulares ou religiosas de Fortaleza.

Nos idos de 1972, descontentes com os preços cobrados e com a rigidez do sistema, os alunos da CNEC Oleilson Targino de Almeida, Eduardo Florentino Ribeiro, Maria Renilde Irineu de Araújo, Núbia Memória Ribeiro, Oledilma Targino de Almeida, Manuel do Nascimento Neto, Luíza Façanha Canuto, Lana Maria Vale Silva, entre outros, em plena ditadura militar, decidem protestar e resolvem paralisar as atividades escolares. Não sendo atendidos em suas reivindicações, decidem levar o movimento às ruas, promovem passeatas com cartazes cobrando uma escola pública municipal de qualidade com ensino ginasial. O movimento teve apoio dos pais e de grande parte da sociedade cascavelense, entre eles o vigário de Cascavel Padre Dourado. Com o crescimento do movimento, o prefeito Juarez de Queiroz Ferreira, recebeu uma comissão de alunos onde se comprometeu a enviar um projeto para a Câmara de Vereadores, criando uma escola pública.

Em Assembleia, os estudantes discutem a volta às aulas na Cnec, por maioria não aceitam o retorno e lançam a ideia de criar uma escola. Convidam o Padre Dourado para assumir a direção dessa nova escola. Mesmo sem registro o Padre Dourado, em comum acordo com os alunos, escolhem os professores. As atividades escolares tiveram início no dia 25 de março de 1973, turno noite, nas dependências do Patronato Juvenal de Carvalho.

No dia 10 de maio de 1973, vendo que os alunos seguiam em frente na luta e no sonho de uma escola pública municipal, o Prefeito Juarez de Queiroz Ferreira, pela Lei nº 361, criou o Centro Educacional Municipal – CEM.

No dia 22 de junho de 1973, o vice-prefeito, em exercício no cargo de prefeito Moacir Maciel de Sousa, nomeia a comissão de licitação para avaliar a compra do terreno. O prefeito Juarez de Queiroz já havia cedido o terreno. Aprovado a licitação, inicia-se a construção da escola. O ano letivo em prédio novo teve início no ano de 1975.

Em 1986, o prefeito Jurandir Dantas decide desativar a escola, em seu lugar construir a Rodoviária. O prédio foi abandonado, invadido e vandalizado. Sobre pressão popular e apoio da APEOC, o CEM ressurge das cinzas.

Diretores
José Colaço Martins – Pe. Dourado (1973/1976; Antônio Ivani Peixoto (1976/1977); Ana Célia Vale Borges (1977/1986; Luiza Ferreira de Oliveira (1986/1987); Núbia Ferreira Lima (1987); Francisca Neves da Silva (1988); Suzana Maria Guedes Bessa (1889/1992); Edmundo Reis Bessa (1993); Joana D’Arc Vieira Guedes (1994); Márcia Colaço (1995); Helena de Oliveira Rosino/Oleilson Targino de Almeida; (1996/2000); Carlos Francisco Inácio Soares (2001/2004); Oleilson Targino de Almeida (2005/2007); Carlos Francisco Inácio Soares (2007/2008); Danilo Flávio (2008/2009). Diretora atual Vera Lúcia Ciríaco Oliveira Mendes (2018 aos dias atuais).

Primeiros professores
Metom Sampaio Filho, José Pereira Rebouças, José Maria Falcão, Irmã Helena Moreira, Maria do Socorro Santos Falcão, Dra. Celsina de Carvalho e Dorotéa Kircher.

Primeira turma de humanistas – 1974
Turma: Juarez de Queiroz Ferreira
Patrono: Dr. José Vale Albino
Orador: Oleilson Targino de Almeida
Homenagem especial: Professor José Maria Falcão
Homenagens de honra: Dr. José Cavalcante Filho (Juiz), Dr. Pedro Joaquim dos Santos e Pe. José Colaço Martins.
Homenagem póstuma: Monsenhor José Joaquim Dourado.

Professores: Isaura Alencar Torres, João Torres de Oliveira, José Colaço Martins, José Fábio Coutinho, José Maria Falcão, José Pereira Rebouças, Maria Ester da Costa e Silva, Maria, Evenir da Silva, Maria Ilnar Pimentel, Maria do Socorro Santos Falcão e Wanderley Marques Bezerra.

Ex-professores
Beatriz Pereira Franco, Benoni Vieira da Silva, Celsina Coelho Carvalho, Elza Waquim Bucar de Arruda, Francisco de Assis Viana, Meton Sampaio Filho, Dorothy Kircher
e José Martins Franco.

Concludentes: Fátima Maria Rebouças, Francisca Carmelita Domingos, Francisco de Assis Rebouças, Lana Maria Vale Silva, Luiza Façanha Canuto, Manuel do Nascimento Neto, Maria Anatécia Xavier, Maria de Fátima Domingos, Maria de Fátima Ferreira da Silva, Maria Renilde Irineu de Araújo, Maria Salete Coutinho Xavier, Nereida Maria Severiano Pereira,, Oleilson Targino de Almeida, Regina Celi Trajano Pereira, Segisnando Rebouças Neto, Valdemir Oliveira de Sousa e Valdenice Nunes Pereira.

Dia 16 de dezembro de 1974 foi o show de despedida no Salão do Teatro do Patronato Juvenal de Carvalho.
Dia 21 de dezembro, às 18 horas, foi a missa e entrega de Certificado de Conclusão às 22 baile no Clube Recreativo Cascavelense.

Centro Educacional Municipal Maria Ester da Costa Silva é a denominação atual do CEM.

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