Fortaleza registra mais de 6 mil casos de chikungunya

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Fortaleza registra mais de 6 mil casos de chikungunya
A SMS diz que tem realizado durante todo o ano diversas ações de enfrentamento às arboviroses - Foto: Reprodução

O Ceará está em estado de alerta para a chikungunya, mas os casos relativos a outras arboviroses – dengue e zika, também têm preocupado as autoridades de saúde. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), os usuários que necessitem de atendimento em decorrência de arboviroses (dengue, chikungunya ou zika) e possuem sintomas leves devem procurar o posto de saúde mais próximo da sua residência, Fortaleza conta atualmente com 116 unidades.

Caso os sintomas sejam graves, Fortaleza conta com 12 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), sendo seis delas administradas pelo Município (Vila Velha, Cristo Redentor, Bom Jardim, Itaperi, Jangurussu e Edson Queiroz), todas funcionando 24h por dia.

A SMS diz que tem realizado durante todo o ano diversas ações de enfrentamento às arboviroses. “Em março de 2022 anunciamos o Plano Municipal de Enfrentamento às Arboviroses. Entre as ações planejadas, já em execução e sendo intensificadas pela gestão municipal, destacam-se: Trabalho intersetorial, que envolve Agefis, Seuma, Defesa Civil e limpeza pública, com o intuito de recolher materiais que possam contribuir com a proliferação do mosquito; Fortalecimento do trabalho educativo, com realização de mais de 40.000 ações/ano, incluindo a Operação Quintal Limpo, blitz, gincanas, peças teatrais, palestras, reuniões em associações; Cursos e formações para agentes de endemias e agentes comunitários de saúde e a aplicação de larvicidas e do inseticida UBV em Aerosystem, composto por um sistema apropriado para aplicação de produtos químicos dentro das residências.

Boletim Epidemiológico

Segundo o último Boletim Epidemiológico divulgado pela SMS, Até a 24ª semana epidemiológica (SE) de 2022 foram registradas no Sinan; 19.532 suspeitas de dengue em residentes de Fortaleza. Dessas, 31,5% (6.152) foram confirmadas, 41,4% (8.091) descartadas, 1,6% (313) classificadas como inconclusivas e 25,5% (4.976) ainda estão sendo investigadas. Dos confirmados 16,5% (1.016) foram por exame laboratorial e 83,5% (5.136) por critério clínico epidemiológico. Foram 47 casos de Dengue com Sinais de Alarme (DSA) e 15 de Dengue Grave (DG), dos quais 14 evoluíram para óbito, sendo: 1 óbito no mês de abril, 7 em maio e 6 no mês de junho. Os óbitos estão sendo investigados pela equipe da vigilância epidemiológica da SMS Fortaleza e em seguida serão apresentados ao Comitê Estadual de Investigação dos óbitos por arboviroses para confirmação ou descarte.

Com relação a chikungunya, o número de registros no Sinan foi de 12.922 prováveis casos de chikungunya: 49,2% (6.364) confirmados, 23,5% (3.039) descartados e 27,2% (3.519) em investigação. Dos confirmados 29,3% (1.866) foram por critério laboratorial e 70,7% (4.448) por vínculo clínico-epidemiológico. Taxa de incidência acumulada de 235,4 casos por 100 mil habitantes. O número de casos confirmados de janeiro a junho de 2022 (6.364), foi maior que a soma dos registros entre 2018 a 2021, mas 45,3% menor que o número de casos confirmados no mesmo período de 2016, ano da primeira onda epidêmica de chikungunya.

Já a Zika em Fortaleza, no período de 2016 a 2020 foram confirmados 1.638 casos. Desses, 81,3% (1.332) em 2016, no ano de 2017 foram 16,6% (272), em 2018 reduziu para 0,8% (13), no ano de 2019 apenas 0,1% (2) e os confirmados de 2020 representam 1,2% (19) do total geral de casos. No ano de 2021 todas as suspeitas de zika notificadas no Sinan foram descartadas. Nas primeiras semanas de 2022 foram registradas apenas 127 notificações de Zika no sistema de informação: 76 já devidamente investigadas sendo 1 confirmada e 75 descartadas, 2 inconclusivas e 49 em investigação.

Fonte: Prefeitura de Fortaleza com informações da CMF.

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