segunda-feira, 27 de julho de 2026

Especialista explica quais os bloqueios na continuidade do emagrecimento

Evidências mostram que o sobrepeso e a obesidade têm aumentado no mundo (+ de 2/3 da população só nos EUA).  Fortaleza é uma das capitais brasileiras de maior incidência de inatividade física, ao contrário de Teresina, São Luis, Salvador, Natal e Recife (Vigitel Brasil 2009-2020). Segundo evidências (Patnode et al., 2017) corroboradas pela OMS, os profissionais da área da saúde não têm conseguido vencer esse problema.

Inúmeras variáveis e doenças bloqueiam o processo de emagrecimento, como o uso de alguns medicamentos, desequilíbrios hormonais (ex. SOP, hipotireoidismo, hipogonadismo, resistência à insulina e à leptina), disbiose, excesso de stress, privação de sono, perda de peso abrupta, depressão, ansiedade, genes específicos, ambiente obesogênico, dentre outros. Algumas moléculas que já foram descobertas também podem contribuir para esses bloqueios, como por exemplo, aumento dos níveis de malonil CoA e das enzimas ACC e LPL, tudo isso no próprio tecido adiposo. O próprio aumento da expressão dos neurotransmissores orexígenos (aumentam a fome) como o NPY, AgRP, dentre outros.

Mas, existem muitas ferramentas para desbloquear os processos de emagrecimento tais como, “escalas de sobrecarga em treinamento aeróbio e HIIT, sobrecargas em repetições, cargas, velocidades de execução de treinamento em musculação, periodização de dietas, dentre outras ferramentas”, Explica o profissional de educação física e mentor de personal trainers, Helder Braide.

Estratégias de profissionais de Educação Física, Medicina, Psicologia e Nutrição trabalhadas de forma integrada e metodológica são apostas poderosas para reverter esse quadro mundial preocupante.

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