O Ministério Público do Ceará, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), deu apoio, nessa quinta-feira (9/7), à operação “Raio X”, do MP do Paraná, que investiga grupo criminoso que teria fraudado licitações em um hospital de Cascavel/PR.
O Gaeco/MPCE cumpriu um mandado de busca e apreensão em Aquiraz contra um casal suspeito de integrar o esquema.
Os policiais apreenderam com os suspeitos três aparelhos celulares, um notebook, um iPad e diversos documentos relacionados à licitação e à aquisição de imóveis.
A princípio, as equipes encaminharão todo o material ao Ministério Público do Paraná (MPPR), que conduzirá a continuidade das investigações.
Paralelamente, os agentes cumpriram outros seis mandados de busca e apreensão nos municípios paranaenses de Cascavel, Curitiba, Maringá, Marialva e Londrina.
A coleta desses novos elementos ajudará o órgão a rastrear o fluxo financeiro e documental do esquema investigado.
Investigação do MPPR
Segundo as investigações, o grupo criminoso manipulava a fase interna dos pregões eletrônicos realizados pelo Hospital Universitário de Cascavel.
Os envolvidos elaboravam orçamentos fictícios e preenchiam cotações prévias com valores previamente combinados para viabilizar o direcionamento dos contratos.
A princípio, esse balizamento artificial permitia que os organizadores elevassem o preço de referência utilizado nos editais das concorrências públicas.
Posteriormente, na fase externa das licitações, as empresas participantes do esquema deixavam de promover uma disputa efetiva de lances.
Essa estratégia garantia que a empresa favorecida vencesse o certame com descontos mínimos e valores muito próximos ao limite máximo estabelecido pela administração pública.
Em contrapartida ao direcionamento das licitações e à contratação do estabelecimento beneficiado, os operadores do esquema pagavam vantagens indevidas a um servidor público.
De fato, o funcionário em questão chefiava o Centro de Imagens do hospital e fiscalizava diretamente os contratos firmados.
As ações coordenadas entre o setor privado e o agente público garantiam a manutenção das irregularidades nos contratos hospitalares investigados neste ano de 2026.







