O governo brasileiro condenou formalmente a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela nesta segunda-feira. Nesse sentido, o embaixador Sérgio França Danese classificou o sequestro de Nicolás Maduro como uma violação do direito internacional. Dessa maneira, o diplomata alertou o Conselho de Segurança sobre os riscos para a paz na América do Sul.
Com efeito, o Brasil defende que intervenções armadas no continente historicamente resultam em graves violações de direitos humanos. Inclusive, Danese reafirmou o compromisso do país com a soberania regional e a não intervenção externa.
Violação das Normas Internacionais
Além disso, o representante brasileiro afirmou que Washington cruzou uma linha inaceitável do ponto de vista jurídico. Dessa forma, o Brasil sustenta que a Carta da ONU proíbe o uso da força contra a independência política de qualquer Estado. Por conseguinte, a exploração de recursos naturais não justifica a mudança ilegal de governos estrangeiros.
Simultaneamente, o diplomata defendeu que o povo venezuelano deve decidir seu próprio futuro através do diálogo interno. Portanto, o país rejeita a visão de mundo baseada apenas em esferas de influência das grandes potências.
Alinhamento Regional de Colômbia e Cuba
Em paralelo, Colômbia e Cuba adotaram argumentos semelhantes aos brasileiros para condenar a ofensiva norte-americana. Certamente, a embaixadora colombiana Leonor Torres alertou para os efeitos devastadores de um possível fluxo migratório massivo. Ademais, o embaixador cubano Ernesto Guzmán acusou os Estados Unidos de buscarem apenas o controle do petróleo venezuelano.
Nesse contexto, Cuba negou categoricamente manter ativos de inteligência ou tropas secretas no território vizinho. Sendo assim, a maioria dos vizinhos sul-americanos vê a estabilidade regional em perigo imediato.
Posicionamento Divergente da Argentina
Por outro lado, a Argentina manifestou apoio à ação militar conduzida pelo governo de Donald Trump. Logo, o embaixador Francisco Tropepi classificou a retirada de Maduro como um passo decisivo contra o narcoterrorismo. Afinal, o governo argentino acredita que o fato abre caminho para a restauração do Estado de Direito no país.
Nesse sentido, o diplomata relembrou as tensões diplomáticas anteriores e a expulsão de seus representantes de Caracas. Em suma, a Argentina mantém sua posição de denunciar o regime venezuelano em todos os fóruns internacionais. Fonte: Agência Brasil.








