O Sindicato dos Médicos do Ceará divulgou, nesta quarta-feira (17/6), a atualização do Devedômetro referente ao mês de maio.
O levantamento mostra que sete municípios cearenses seguem com pendências salariais junto aos médicos da rede pública de saúde.
O resultado repete integralmente a lista registrada no mês anterior. Dessa forma, os municípios de Capistrano, Cascavel, Iguatu, Pacatuba, Poranga, São Luís do Curu e Sobral permanecem no monitoramento da ferramenta.
Atualmente, o indicador acompanha os débitos em fase de cobrança administrativa. O Sindicato destaca que as informações refletem o cenário apurado até o encerramento do mês de maio.
Ações judiciais e atuação do departamento jurídico
O Departamento Jurídico da entidade acompanha os casos de perto e comanda as tentativas de resolução junto às gestões municipais.
O Devedômetro aponta que outros nove municípios cearenses enfrentam processos nos tribunais. Inclusive, essas ações judiciais buscam a quitação forçada de débitos trabalhistas com os profissionais da rede pública.
Segundo a entidade médica, os diretores adotam as medidas jurídicas apenas quando as tentativas de negociação administrativa fracassam.
O sindicato mantém a cobrança ativa para garantir a regularização dos valores devidos à categoria.
Municípios com dívidas até maio de 2026
Capistrano
Local: Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Nazaré
Período: novembro e dezembro de 2024
Cascavel
Local: Unidade de Convivência do Autista (UCA)
Período: outubro, novembro e dezembro de 2024
Iguatu
Período: novembro e dezembro de 2024
Pacatuba
Local: UPA de Pacatuba
Período: dezembro de 2024
Poranga
Período: novembro e dezembro de 2024
São Luís do Curu
Local: Hospital Municipal Antônio Ribeiro da Silva
Período: dezembro de 2024
Sobral
Local: UPA Sobral
Período: novembro e dezembro de 2024 e março de 2025
Municípios com ações judiciais até maio de 2026
Além das cobranças administrativas, nove municípios seguem com processos judiciais relacionados ao pagamento de médicos:
- Acarape (novembro e dezembro de 2020);
- Aracati (plantões dos dias 4 e 5 de março de 2019 – UPA);
- Catunda (plantões realizados em novembro de 2016);
- Horizonte (fevereiro de 2023);
- Maranguape (dezembro de 2020);
- Morada Nova (outubro de 2021);
- Mulungu (agosto, setembro e outubro de 2015);
- Paramoti (dezembro de 2020);
- Pires Ferreira (2012).
Como acionar o devedômetro
O Sindicato dos Médicos orienta os profissionais a documentarem todos os plantões realizados nas unidades.
Essa organização ajuda em eventuais comprovações de trabalho no futuro. Dessa forma, o trabalhador resguarda os seus direitos trabalhistas contra possíveis falhas de pagamento.
Além disso, o médico associado deve procurar imediatamente a entidade em caso de prejuízos salariais. Logo depois, o Departamento Jurídico adotará todas as providências cabíveis para solucionar o problema.
A instituição garante, assim, o suporte necessário para a categoria cobrar os valores devidos.
Histórico e evolução do devedômetro
O Sindicato criou o Devedômetro originalmente no ano de 2017. A princípio, a ferramenta surgiu para dar total transparência às ações judiciais movidas pela entidade em defesa da categoria médica.
O mecanismo expunha, portanto, os gestores públicos que desrespeitavam os contratos. Posteriormente, os diretores ampliaram o alcance da plataforma digital.
O sistema passou a incluir também os municípios com débitos atuais em fase de cobrança administrativa. Em suma, a ferramenta funciona hoje como um forte instrumento de pressão social e política no Ceará.









