terça-feira, 16 de junho de 2026

Exportações do Ceará crescem 8,5% e déficit comercial recua 38,3% nos 5 primeiros meses de 2026

As importações alcançaram US$ 1,09 bilhão, representando uma redução de 7,9% frente ao ano anterior - Foto: Divulgação
As importações alcançaram US$ 1,09 bilhão, representando uma redução de 7,9% frente ao ano anterior - Foto: Divulgação

 

O comércio exterior cearense apresentou sinais positivos nos primeiros cinco meses de 2026.

O Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) elaborou o estudo Ceará em Comex.

O documento mostra que as exportações do estado somaram US$ 835,8 milhões entre janeiro e maio. Dessa forma, o setor registrou crescimento de 8,5% em comparação com o mesmo período de 2025.

As importações alcançaram US$ 1,09 bilhão no mesmo intervalo. Esse número representa uma redução de 7,9% frente ao ano anterior.

Como resultado, o déficit da balança comercial cearense caiu para US$ 257 milhões.

O índice aponta uma melhora de 38,3% em relação ao saldo negativo de US$ 416,7 milhões registrado em 2025.

O desempenho reflete a combinação entre o aumento das vendas e a redução das compras externas. Inclusive, a queda nas importações atingiu produtos químicos, máquinas mecânicas, cereais e insumos siderúrgicos.

No acumulado do ano, o segmento de ferro fundido, ferro e aço liderou a pauta exportadora.

O setor movimentou US$ 389,3 milhões e cresceu 20,6%. Do mesmo modo, os setores de frutas, minerais e alumínio contribuíram positivamente.

 

Oscilações nas importações e posição no ranking

As importações também apresentaram oscilações ao longo dos primeiros meses de 2026.

A princípio, o setor sofreu uma forte retração em janeiro, mas cresceu em fevereiro e março. Logo depois, em abril, as compras externas recuaram para US$ 182,2 milhões.

As aquisições voltaram a subir em maio, quando atingiram US$ 214,7 milhões.

Contudo, mesmo com o aumento mensal, o resultado de maio permaneceu 4,5% abaixo do registrado no mesmo mês de 2025.

O estado comprou combustíveis minerais dos Estados Unidos e da Austrália, trigo da Argentina e máquinas da China. Graças a isso, o Ceará manteve relevância no cenário regional.

No contexto nordestino, o Ceará ocupou a quarta posição entre os estados exportadores da região.

O território ficou atrás apenas da Bahia, do Maranhão e de Pernambuco. Paralelamente, no ranking nacional, o estado garantiu a 17ª posição entre os exportadores.

O Ceará respondeu, portanto, por 0,6% das exportações brasileiras e ocupou a 15ª colocação nas importações do País.

 

Inteligência comercial para apoiar decisões

O CIN da FIEC acompanha mensalmente o desempenho do comércio exterior cearense por meio do estudo Ceará em Comex.

A equipe oferece análises detalhadas sobre exportações, importações, mercados de destino e produtos comercializados.

O documento detalha o posicionamento do estado nos cenários regional e nacional. Em suma, as informações auxiliam empresas, investidores e formuladores de políticas públicas na identificação de oportunidades.

Os relatórios apontam tendências que impactam diretamente a competitividade da economia cearense.

O estudo completo do Ceará em Comex e acompanhe as principais tendências do comércio exterior do estado.

 

 

 

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