O ministro Guilherme Boulos classificou como “banditismo” o aumento recente nos preços do óleo diesel praticado por postos e distribuidoras.
A declaração ocorreu nesta sexta-feira (20/3) durante um evento na Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro. Nesse sentido, o ministro afirmou que o governo federal já zerou as alíquotas de PIS e Cofins para conter a escalada de preços.
Dessa forma, Boulos argumenta que o repasse atual ao consumidor final configura um crime especulativo contra a economia popular brasileira.
Negociações com caminhoneiros e fiscalização
O governo intensificou o diálogo com lideranças dos caminhoneiros para evitar uma paralisação nacional da categoria. Segundo o ministro, a ideia de greve foi abandonada após o compromisso federal de atender às demandas urgentes dos motoristas.
A Polícia Federal e órgãos de defesa do consumidor já realizaram operações em mais de 400 postos nas últimas 48 horas. Inclusive, as ações resultaram em lacrações e multas, com a possibilidade de prisão para representantes de distribuidoras reincidentes.
Além disso, a publicação da Medida Provisória 1.343/2026 estabelece punições rigorosas para transportadoras que descumprirem o piso mínimo do frete. Nessa linha, as empresas que ignorarem os valores estabelecidos podem ter o registro de funcionamento cassado em caso de reincidência.
O governo busca garantir que as multas, que já superam R$ 400 milhões, inibam efetivamente as irregularidades no setor. Assim sendo, a fiscalização enérgica atua como peça-chave para estabilizar o mercado de transportes no país.
Cenário internacional e geopolítica do petróleo
O mercado global enfrenta uma forte pressão devido ao conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio. De fato, a ofensiva iniciada em fevereiro elevou o preço do barril tipo Brent para patamares próximos a US$ 110.
O possível bloqueio do Estreito de Ormuz ameaça o escoamento de 20% da produção mundial de petróleo e gás. Afinal, a tensão na região impacta diretamente a cotação internacional e desafia as políticas de desoneração adotadas pelo governo brasileiro.
Por fim, o governo propôs aos estados a redução do ICMS incidente sobre o diesel importado para suavizar o impacto nas bombas. Logo, a Petrobras e o Palácio do Planalto monitoram diariamente a cotação do óleo para evitar que o choque global alimente a inflação interna.
Assim, o encontro agendado para a próxima quarta-feira (25/3) no Planalto selará os próximos passos da estratégia de contenção de preços com os caminhoneiros. Fonte: Agência Brasil.








