O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o empresário Carlos Wizard Martins seja conduzido de maneira coercitiva à CPI da Covid, onde deve prestar depoimento aos senadores. Nesta sexta-feira (18 de junho), Barroso negou um pedido de Wizard, um dos empresários mais próximos do presidente Jair Bolsonaro, para impedir sua ida forçada ao Congresso Nacional.
Veja a íntegra da decisão:
Na decisão, Barroso indicou que a decisão de levá-lo coercitivamente para depor, tomada na quinta-feira (17 de junho), está em harmonia com uma decisão já tomada por ele anteriormente. Para o ministro, o atendimento à convocação da CPI configurava uma obrigação imposta a todo cidadão, e não uma mera faculdade jurídica. “Naturalmente, se houver qualquer espécie de abuso na sua execução, poderá o impetrante voltar a peticionar”, advertiu Barroso, “mas, por ora, este não é o caso.”
Wizard, que é acusado por outros depoentes da CPI de integrar um chamado “gabinete paralelo” a assessorar Bolsonaro para assuntos da covid-19, foi convidado a depor na quinta-feira, mas indicou desde o início da semana que não iria. Segundo seus advogados, o empresário, que ficou bilionário após a venda da rede de escolas de idiomas Wizard, estaria fora do Brasil e impossibilitado de comparecer pessoalmente.
Por isso, senadores chegaram a buscá-lo de maneiras curiosas: nesta semana, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) chegou a comentar em uma live que Wizard apresentava em seu canal, convidando-o a comparecer ao depoimento. Ainda não há data definida para que o empresário seja levado para a CPI.








