Brasil e Estados Unidos firmaram, nesta sexta-feira (10/4), um acordo estratégico para combater o tráfico internacional de armas e drogas. Dessa maneira, a parceria entre a Receita Federal e o U.S. Customs and Border Protection (CBP) estabelece o compartilhamento digital e constante de informações sobre apreensões realizadas nas aduanas de ambos os países.
Consequentemente, o anúncio ocorreu logo após a reunião no Ministério da Fazenda com o ministro Dario Durigan. Segundo o ministro, a medida desdobra o diálogo direto entre os presidentes Lula e Trump, visto que ambos buscam desarticular o crime organizado tanto na origem quanto no destino das cargas ilícitas.
Tecnologia e monitoramento intensivo de cargas
Além disso, a cooperação foca na identificação de padrões e rotas sofisticadas de ocultação. Nesse sentido, o secretário da Receita destacou que o órgão escaneia com raio-x todos os contêineres destinados à exportação no Brasil.
No entanto, para burlar essa fiscalização, organizações criminosas agora enviam armamentos desmontados em peças. Como resultado, as autoridades registraram um aumento significativo nas apreensões desse material. Portanto, a apreensão de drogas e armas em navios ou aeroportos permitirá que os investigadores identifiquem e troquem informações ágeis sobre os métodos de ocultação.
Para ilustrar a gravidade do cenário, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, apresentou dados que reforçam a urgência da medida:
- Armas: As aduanas brasileiras apreenderam mais de 1,1 mil unidades e peças nos últimos 12 meses.
- Drogas: No primeiro trimestre de 2026, os agentes interceptaram mais de 1,5 mil toneladas de entorpecentes vindos dos EUA, majoritariamente drogas sintéticas e haxixe.
Programa Desarma: rastreamento internacional
Por fim, o pilar tecnológico do acordo consolida-se com o lançamento do Programa Desarma. Através deste sistema, a Receita Federal ampliará sua capacidade de rastrear armas, munições, explosivos e componentes sensíveis, garantindo uma resposta mais incisiva contra o tráfico transnacional.
A ferramenta organiza dados estratégicos, como:
- Origem declarada e informações logísticas da carga.
- Identificadores e números de série dos materiais.
- Mapeamento de redes ilícitas de comércio internacional.
Dessa forma, sempre que um item de origem americana for interceptado no Brasil (ou vice-versa), o sistema permitirá uma investigação célere dos vínculos entre remetentes e destinatários.
A inteligência integrada deve reduzir o fluxo de produtos ilícitos e fortalecer a segurança nas fronteiras dos dois países. Fonte: Agência Brasil.








