Terminadas as eleições, ao menos 16 estados começaram a sofrer com bloqueios rodoviários promovidos por caminhoneiros apoiadores de Jair Bolsonaro (PL), exigindo a realização de um golpe militar. A iniciativa, que não é apoiada pelos líderes oficiais dos caminhoneiros, porém, aparenta não receber resistência da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Para averiguar se de fato há uma inércia do órgão de segurança, a 7ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal (MPF) encaminhou ofício à PRF solicitando a relação das providências adotadas, com um prazo de 24h para resposta. As informações são do jornalista Lucas Neiva, do Congresso em Foco.
No domingo (30/10), a PRF também envolveu-se em polêmica, ao determinar operações que pareciam ter o único objetivo de atrapalhar a chegada de eleitores do candidato vitorioso, Luiz Inácio Lula da Silva, para votar.
Além de acionar a PRF, a subprocuradora Elizeta de Paiva Ramos, autora do ofício, também questionou os procuradores-chefes do Ministério Público Federal sobre quais foram as medidas jurídicas adotadas “para coibir eventual omissão ou facilitação dos agentes da Polícia Rodoviária Federal na garantia da manutenção do fluxo nas rodovias federais”.
No Distrito Federal, já houve iniciativa da Secretaria de Segurança Pública, que restringiu o acesso de veículos às ruas ao redor da Praça dos Três Poderes e do Congresso Nacional. “A medida se deu após identificação de possível ato marcado para o local feito por redes sociais. A SSP/DF destaca que toda a esplanada segue monitorada pela segurança pública, com suporte de câmeras e pelo serviço de inteligência, com apoio das forças de segurança. As vias podem ser liberadas após nova avaliação”, informou em nota. Fonte: Congresso em Foco.







