Ciro Gomes disparou duras críticas à atual gestão do Governo do Estado do Ceará.
Apontando o que chamou de “desastre” nas finanças e na economia local, ele sinalizou o desejo de liderar uma frente de mudança e anunciou que pretende levar o debate para o interior do estado.
Diagnóstico financeiro e promessa de cortes
Durante sua fala, Ciro Gomes sublinhou que a perda do equilíbrio fiscal é o ponto mais crítico da atual administração, rompendo uma tradição de décadas no estado.
“Há 32 anos o Ceará não ouvia falar em déficit. O governo Elmano [de Freitas], no ano passado, fechou com R$ 1,2 bilhão de déficit. Após 32 anos, o Ceará perdeu o seu histórico de equilíbrio fiscal”, criticou.
Ele também fez projeções sobre o futuro da previdência estadual e prometeu uma reestruturação drástica caso seu grupo retorne ao poder:
Déficit Previdenciário: Previsão de um “buraco” de R$ 11 bilhões nos próximos quatro anos.
Corte de Gastos: Promessa de redução de R$ 1 bilhão por ano em despesas classificadas por ele como “ociosas, supérfluas, fisiológicas e corruptas”.
Destinação dos Recursos Todo o montante economizado seria integralmente transferido para reforçar as áreas de segurança pública e saúde pública.
“Estado sem dono” e mobilização no interior
Ao justificar suas críticas, Ciro descreveu o atual cenário administrativo e de segurança do Ceará.
“Hoje temos um estado sem dono. É um estado entregue à bandidagem, à fisiologia”, disparou.
O pré-candidato afirmou que a gravidade da situação o tirou de uma posição de mera obrigação partidária para um estado de alta motivação pessoal.
“Eu estou mordido, agora, de vontade para governar o Ceará (…) É a motivação máxima, porque o que está acontecendo no Ceará está me enchendo de energia. E eu vim ao mundo para isso, para resolver esse tipo de problema”, declarou.







