segunda-feira, 20 de julho de 2026

Correios preveem 15 mil demissões voluntárias e fechar mil agências

Presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, apresenta as medidas prioritárias do Plano de Reestruturação 2025–2027 da empresa - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, apresenta as medidas prioritárias do Plano de Reestruturação 2025–2027 da empresa - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

 

Os Correios anunciaram, nesta segunda-feira (29 de dezembro), um plano drástico de reestruturação para conter a crise financeira que assola a estatal. Dessa forma, a empresa busca reverter um cenário de déficits sucessivos que, apenas nos primeiros nove meses de 2025, já somam um saldo negativo de R$ 6 bilhões.

Fechamento de Agências e Economia

A princípio, a medida mais visível será o encerramento das atividades de cerca de mil agências próprias, o que corresponde a 16% do total de unidades da estatal. Com efeito, a empresa espera alcançar os seguintes resultados:

  • Economia Direta: Redução de custos da ordem de R$ 2,1 bilhões.

  • Universalização: O presidente Emmanoel Rondon garantiu que o serviço postal continuará cobrindo todo o território nacional, utilizando as 10 mil unidades parceiras remanescentes.

  • Ponderação: O fechamento focará em unidades com baixo rendimento financeiro, mas que não deixem regiões totalmente desassistidas.

Redução do Quadro de Funcionários (PDV)

Além disso, os Correios pretendem atacar a rigidez de seus custos fixos, que hoje representam 90% das despesas totais. Para tanto, o plano estrutural até 2028 prevê:

Dois Planos de Demissão Voluntária (PDVs): Meta de reduzir 15 mil funcionários até 2027.

Corte de Gastos: Objetivo final de poupar R$ 5 bilhões em despesas operacionais.

Gestão de Ativos: Venda de imóveis subutilizados para gerar liquidez imediata. Fonte: Agência Brasil. 

 

 

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