A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) realizou audiência pública na tarde desta sexta-feira (28 de novembro). O objetivo central foi discutir o ecossistema de inovação cearense e a atuação da Associação Cearense de Inovação (ACI). A Comissão de Ciência, Tecnologia e Educação Superior (CCTES) da Alece conduziu o debate.
O debate atendeu a requerimento do deputado Acrísio Sena (PT). De acordo com o parlamentar, a discussão foca na reflexão sobre as iniciativas de inovação e o papel da ACI na interlocução com o ecossistema.
“(…) Tendo referência com a produção que temos hoje na academia, na iniciativa privada e nas iniciativas da parte do Governo, para que a gente possa integrar isso e transformar em políticas públicas”, explicou Acrísio Sena.
Além disso, o encontro reforça a articulação com o Parlamento. Assim, ele viabiliza a possibilidade de transformar sugestões em projetos de lei.
Ceará como Referência em Inovação
A diretora presidente da ACI, Samya Régia Angelim Borges, afirmou que o Ceará se consolida como território de inovação e referência no Nordeste.
Conceito de Inovação: Ela definiu que inovar é se adaptar, de forma ética, a novas realidades, alinhando conhecimentos e instituições a um projeto de sociedade sustentável e justa.
Interiorização: Ainda mais, ela acrescentou que existem ótimos exemplos de inovação para além de Fortaleza e da Região Metropolitana, destacando Cariri, Sobral e Vale do Jaguaribe.
Compromisso: Samya Régia defendeu que, “antes de pensar em negócios, precisamos formar pessoas capazes de criar e usar essa tecnologia com senso crítico”. Por isso, a ACI assume o compromisso de aproximar atores, reduzir assimetrias e fortalecer redes.
Empreendedorismo e Transformação Cultural
O ex-presidente da ACI, Marcus Vinicius Caldas Saraiva, ressaltou a evolução da inovação no Ceará.
Impacto Social: Para ele, “o maior programa social que um governo pode ter é o empreendedorismo, que é o maior programa de distribuição de renda que pode existir.”
Por sua vez, o presidente da Funcap, Raimundo Nogueira da Costa, defendeu a necessidade de uma transformação cultural:
“Isso tem que começar em alguns aspectos da cultura local. Não basta esperar pela criatividade das pessoas: a gente tem que mudar nas escolas, nas universidades, nas próprias empresas e tudo isso tem que ser feito de uma forma conjunta”, pontuou.
Descentralização e Desafios (Sebrae e Secitece)
O representante do Sebrae, Herbert Melo, informou que o Ceará é o segundo estado do Nordeste com o maior número de start-ups (914 empreendimentos). Além disso, é o único estado do Brasil que promove a descentralização do ecossistema de inovação.
A coordenadora de Inovação da Secitece, Sarah Monteiro, destacou a necessidade de mais diálogo e foco nas falhas:
“Olhando para esse celeiro de oportunidades que a gente tem, precisamos perguntar o que a gente pode fazer para captar mais recurso federal, para otimizar nosso programa, para tornar a interiorização das ações mais efetivas, (…) e levar as mesmas oportunidades”, frisou.
Ao final, houve a apresentação e a posse da nova diretoria da ACI para os próximos dois anos. Fonte: Alece.




