O Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (20/4) que exigiu a saída imediata de um “funcionário brasileiro” do território norte-americano.
Embora a postagem oficial omita nomes, o conteúdo sinaliza claramente que a medida atinge o delegado da Polícia Federal envolvido na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem.,
A manifestação ganhou fôlego na rede social X. Na publicação, o órgão afirmou categoricamente que o servidor tentou burlar os mecanismos formais de cooperação jurídica internacional.
“Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos.
Por esse motivo, pedimos hoje que o funcionário brasileiro envolvido deixe o nosso país”, declarou o escritório.
Paralelamente, a Polícia Federal e o Itamaraty ainda não apresentaram um posicionamento oficial detalhado sobre a exigência do governo norte-americano.
O contexto da fuga
Anteriormente, o ex-deputado Alexandre Ramagem chefiou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
No entanto, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-diretor a 16 anos de prisão no ano passado, no âmbito da ação penal sobre a trama golpista.
Logo após a condenação, Ramagem perdeu o mandato e fugiu do Brasil para evitar o cárcere, estabelecendo residência nos Estados Unidos.
Diante desse cenário, o ministro Alexandre de Moraes determinou, em dezembro de 2025, que o Ministério da Justiça enviasse o pedido formal de extradição às autoridades americanas.
Em abril, a Polícia Federal informou que a prisão de Ramagem pelo serviço de imigração norte-americano ocorreu como resultado de cooperação policial internacional entre Brasil e Estados Unidos.
Segundo a corporação, o ex-deputado foi detido na cidade de Orlando e é considerado foragido da Justiça brasileira após condenação por crimes como organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado democrático de direito. Fonte: Agência Brasil. Fonte: Agência Brasil.







