Os Estados Unidos fornecerão à União Europeia (UE) mais gás natural liquefeito (GNL) para ajudar a reduzir a dependência de combustíveis fósseis russos. A informação foi dada pelo presidente norte-americano, Joe Biden, nesta sexta-feira (25 de março), em meio à reunião de líderes da UE para analisar a crise de energia desencadeada pela guerra.
O pacto, anunciado durante a visita de Biden a Bruxelas, segue-se a um dia de três cúpulas na cidade, onde os líderes se reuniram para tratar da invasão russa da Ucrânia e ofereceram novo apoio a Kiev.
“Estamos nos unindo para reduzir a dependência da Europa da energia russa”, disse Biden aos repórteres. “Não devemos subsidiar o ataque brutal de Putin à Ucrânia.”
A Rússia fornece 40% das necessidades de gás da União Europeia e mais de um quarto de suas importações de petróleo.
“Como vocês sabem, nosso objetivo é reduzir nossa dependência da Rússia”, disse Ursula von der Leyen, chefe da Comissão Europeia, em entrevista conjunta com Biden.
“O compromisso dos Estados Unidos de fornecer à UE pelo menos 15 bilhões de metros cúbicos (bcm) adicionais de GNL este ano é um grande passo nessa direção”, disse ela. “Estamos determinados a nos opor à guerra brutal da Rússia”.
Entretanto, como as usinas norte-americanas já estão produzindo GNL em plena capacidade, os analistas disseram que a maior parte do gás adicional que vai para a Europa teria que vir de exportações destinadas a outras partes do mundo.
O objetivo a longo prazo seria garantir, pelo menos até 2030, cerca de 50 bcm por ano de GNL adicional nos EUA, disseram Von der Leyen e Biden.
Fonte: Agência Brasil.






