O presidente Lula da Silva afirmou que o Pix brasileiro é muito vantajoso. Ele superaria os sistemas das empresas estadunidenses de pagamento eletrônico.
Durante um evento em Catalão (GO), nesta terça-feira (2/6), Lula destacou o sucesso da tecnologia nacional. O presidente também rechaçou o tratamento estrangeiro. Segundo o mandatário, o Brasil não aceita ser tratado como uma republiqueta de banana. Portanto, o país manterá a sua postura soberana na economia.
Por outro lado, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) atacou abertamente o sistema instantâneo do Banco Central.
O órgão americano argumenta que o Pix prejudica injustamente corporações privadas. Entre as empresas afetadas estariam a MasterCard, a Visa e o WhatsApp Pay.
Contudo, a ferramenta nacional possui infraestrutura pública e gratuita. Com isso, o Pix movimenta mais recursos financeiros que as tradicionais bandeiras de cartões.
“O Pix assusta eles”, disse Lula, contando que sugeriu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que adote o mesmo sistema no país norte-americano.
“A preocupação dos americanos é que o Pix pode abalar muito as empresas do cartão de crédito deles que estão aqui no Brasil. Acham que o Pix vai acabar com isso; e o Pix vai acabar mesmo, porque o Pix é de graça e é público e ninguém paga nada. É só clicar o Pix e tá resolvido o nosso problema”, afirmou.
O relatório do USTR resultou de uma investigação comercial complexa. O governo de Donald Trump iniciou essa análise há exatamente um ano.
A investigação apurava supostas práticas desleais do Brasil no comércio com os EUA. Desse modo, o relatório sugere aplicar uma taxação pesada de 25%.
Essa tarifa punitiva recairá sobre parte das mercadorias exportadas pelo Brasil. Todavia, o governo brasileiro e as empresas prejudicadas ainda poderão se manifestar.
O prazo final para a contestação dos dados encerra no dia 15 de julho. Após essa data, os EUA poderão adotar as medidas corretivas anunciadas.
Acordo comercial
Para Lula, a atitude dos estadunidenses foi intempestiva e inadequada. Afinal, uma negociação bilateral importante já estava em curso entre as duas nações.
O presidente lembrou que fixou um compromisso direto com Donald Trump em maio. Os líderes estabeleceram um prazo de 30 dias para um acordo.
Ambos se reuniram na Casa Branca para debater a pauta. Na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos importantes sobre a balança comercial favorável.
Os dados comprovam que os Estados Unidos acumularam um superávit comercial expressivo. Nos últimos 15 anos, o saldo positivo atingiu US$ 415 bilhões.
Diante disso, Lula cobrou publicamente um telefonema de Trump. O brasileiro exige explicações claras sobre a recomendação agressiva emitida pela USTR.
O presidente brasileiro ressaltou que os ministros de ambos os países deveriam negociar o impasse. Por isso, ele aguarda o contato oficial de Trump.
Lula concluiu dizendo que esse tipo de barreira comercial não pode prosperar. Logo, o acordo preliminar firmado não deveria sofrer a anuência do líder americano. Fonte: Agência Brasil.







