O senador Flávio Bolsonaro manifestou-se recentemente sobre o vazamento de um áudio enviado ao proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro.
O parlamentar solicitava recursos para a produção do filme Dark Horse, que retrata a campanha presidencial de 2018.
Além disso, o congressista afirmou enfaticamente que a conversa ocorreu em um contexto estritamente lícito em período anterior às investigações contra o banqueiro.
O senador rechaça qualquer irregularidade e exige a instalação de uma CPI para apurar fraudes financeiras em 2026. Por conseguinte, a defesa sustenta que o contato possui natureza puramente comercial e privada.
O áudio de Flávio Bolsonaro para Daniel Vorcaro foi divulgado em reportagem publicada pelo portal The Intercept. Na mensagem, o senador relata dificuldades para pagar atores e demais funcionários contratados para a obra cinematográfica.
Flávio Bolsonaro ressaltou que o projeto não utiliza verba pública nem os benefícios da Lei Rouanet. Sendo assim, o parlamentar negou categoricamente a oferta de vantagens políticas em troca do aporte financeiro.
Reação política e conflito parlamentar
Em resposta ao episódio, o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, anunciou em coletiva de imprensa que solicitará investigação sobre os repasses junto à Receita Federal e à Polícia Federal, além da instalação da CPMI do Banco Master no Congresso Nacional e da CPI na Câmara.
Somado a isso, defendeu a instalação da CPMI do Banco Master no Congresso Nacional e da CPI na Câmara. Afinal, o governo federal quer esclarecer se houve tráfico de influência ou uso indevido de canais políticos para favorecer o banqueiro.
O vazamento do áudio acirrou os ânimos no Congresso Nacional durante esta semana legislativa. Consequentemente, o embate projeta-se como um dos principais eixos de conflito parlamentar em 2026.
O senador Flávio Bolsonaro afirma ter conhecido Vorcaro em dezembro de 2024, quando a instituição ainda não sofria suspeitas públicas. Por exemplo, a nota oficial classifica a relação como estritamente comercial e ocorrida em novembro de 2025.
Embora manifeste solidariedade ao banqueiro, o parlamentar reiterou que desconhecia práticas ilícitas até a deflagração da Operação Compliance Zero.
A perícia nos áudios e a quebra de sigilos bancários serão fundamentais para esclarecer os fatos. Por fim, os órgãos de controle devem definir o futuro jurídico de todos os envolvidos neste ciclo de denúncias em Brasília.
Veja a íntegra da nota do senador:
“Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet.
Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme.
Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero: CPI do Master já.” Fonte: Congresso em Foco.







