Servidor de carreira do INSS, Oliveira presidiu o Instituto. Sua gestão ocorreu de novembro de 2021 a março de 2022. Posteriormente, ele assumiu o Ministério da Previdência Social. Lá, ele permaneceu até o fim do governo Bolsonaro. Na época, ele usava o nome José Carlos Oliveira. Ele alterou, recentemente, o nome para Ahmed Mohamad Oliveira. Isso aconteceu por motivos religiosos.
Em setembro, Oliveira depôs à CPMI do INSS. Ele assegurou só ter tomado ciência da fraude. Isso ocorreu em abril deste ano. Ou seja, ele soube após a deflagração da primeira etapa.
Alvos da PF e Autorização do STF
O ministro André Mendonça autorizou a operação desta manhã. Portanto, a ação também atingiu dois deputados. O deputado federal Euclydes Pettersen Neto (Republicanos-MG) foi um dos alvos. O deputado estadual Edson Cunha de Araújo (PSB-MA) também foi alvo. Eles receberam mandados judiciais de busca e apreensão.
Pettersen é citado nas investigações da PF e da CGU por supostamente ter vendido um avião a uma das entidades associativas investigadas. Já Araújo é vice-presidente de outra das associações, a Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA).
A Agência Brasil tenta contato com a defesa do ex-ministro e dos deputados Euclydes Pettersen Neto e Edson Cunha de Araújo e atualizará esta reportagem tão logo consiga suas manifestações.
Operação
Policiais federais e auditores da CGU estão cumprindo 63 mandados de busca e apreensão. Eles cumprem, também, 10 mandados de prisão preventiva. Há, adicionalmente, outras medidas cautelares diversas. A operação abrange 15 unidades da federação.
Os cumprimentos atingem, especificamente, os estados do Espírito Santo, Goiás e Maranhão. A ação inclui, ademais, Minas Gerais, Paraíba e Paraná. Também estão envolvidos Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte. Finalmente, o escopo alcança Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e o Distrito Federal.
“Estão sendo investigados os crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de atos de ocultação e dilapidação patrimonial”, divulgou a Polícia Federal.
Mais cedo, a PF informou que prendeu o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Stefanutto.
A defesa de Stefanutto informou que, até o momento, não teve acesso ao teor da decisão que resultou na prisão de seu cliente.
“Trata-se de uma prisão completamente ilegal, uma vez que Stefanutto não tem causado nenhum tipo de embaraço à apuração, colaborando desde o início com o trabalho de investigação”, diz a nota ao manifestar confiança de que comprovará a inocência do ex-presidente do instituto. Fonte: Agência Brasil.







