O deputado estadual De Assis Diniz anunciou a primeira reunião do Grupo de Trabalho (GT) para esta quinta-feira. Nesse sentido, o encontro ocorrerá na 1ª Secretaria da Assembleia Legislativa para debater soluções contra ataques de cães a rebanhos.
A iniciativa surge como desdobramento direto da audiência pública realizada na última segunda-feira pela Comissão de Agropecuária. Dessa forma, o colegiado reunirá representantes da SDA, Adagri, Ematerce, Embrapa e órgãos de segurança pública.
Portanto, o objetivo central do GT reside na criação de um arcabouço legal que responsabilize tutores e proteja a produção rural.
O parlamentar explicou que as soluções envolverão universidades, a OAB e entidades técnicas como o Sistema FAEC/SENAR. Logo, o grupo buscará formatar uma estrutura eficiente de fiscalização e denúncia para os incidentes no interior.
A nova legislação deve combater o uso irregular de animais em caças ou rinhas clandestinas que alimentam a agressividade. De fato, a articulação institucional visa integrar o desenvolvimento econômico com a proteção animal e a segurança no campo.
Assim, o governo estadual espera apresentar medidas protetivas concretas nas próximas semanas.
Impacto na agricultura familiar e tecnologia
Os ataques de cães atingem atualmente 82% dos agricultores familiares, provocando o abandono precoce da atividade pecuarista. Certamente, a falta de registros oficiais dificulta o mapeamento real do problema, já que 90% dos produtores não fazem Boletim de Ocorrência.
Dados da Embrapa revelam a perda de 1.075 animais em mais de 30 municípios cearenses. Nesse contexto, o instinto predatório dos cães resulta em investidas letais em massa com o total abandono das carcaças.
Dessa maneira, o prejuízo financeiro e emocional recai exclusivamente sobre o pequeno criador. Afinal, o deputado citou o uso de uma coleira repelente desenvolvida por alunos do IFCE como solução tecnológica inovadora.
O equipamento emite sons que afastam os predadores e utiliza baterias alimentadas por energia solar. Embora a tecnologia seja promissora, o Plano de Manejo também prevê a castração, chipagem e vacinação dos animais.
O uso de inteligência georreferenciada permitirá mapear as ocorrências de forma colaborativa e em tempo real.
A introdução de animais guardiões, como jumentos ou cães treinados, pode reduzir as baixas nos rebanhos em até 91%.




