segunda-feira, 20 de julho de 2026

Lula lidera disputa presidencial em todos os cenários, aponta pesquisa 

A pesquisa também mostra avanço do senador Flávio Bolsonaro, se consolidando como principal nome da oposição - Foto: .Ricardo Stuckert/PR
A pesquisa também mostra avanço do senador Flávio Bolsonaro, se consolidando como principal nome da oposição - Foto: .Ricardo Stuckert/PR

 

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (14 de janeiro) mostra o presidente Lula na liderança. De fato, o petista encabeça a corrida presidencial no momento. Na segunda posição, entretanto, aparece o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Nesse sentido, o parlamentar se consolida como o principal nome da oposição no levantamento atual.

Na primeira simulação de turno, Lula registra 36% das intenções de voto. Em seguida, Flávio Bolsonaro aparece com 23% da preferência dos eleitores. Por outro lado, o governador Tarcísio de Freitas ocupa o terceiro lugar, com 9%.

Contudo, o cenário muda em uma simulação sem o governador paulista. Nessa hipótese, o senador Flávio Bolsonaro sobe para 26%. Simultaneamente, o presidente Lula recua um ponto percentual na pesquisa. Dessa forma, os dados mostram uma migração de votos dentro do espectro da direita.

Segundo o CEO da Quaest, Felipe Nunes, Flávio está ampliando sua base de apoio. Especificamente, os dados sugerem que sua força de arrancada cresceu no último mês. Para Nunes, esse avanço não é apenas fruto do apoio de bolsonaristas fiéis.

Pelo contrário, a direita não bolsonarista também começa a considerar o senador. Portanto, esse grupo avalia votar em Flávio mesmo diante de outros nomes disponíveis. Assim, o levantamento indica um movimento de unificação da oposição em torno do nome de Bolsonaro.

Nesse segmento do eleitorado, Flávio Bolsonaro concentra 50% das intenções de voto, enquanto Tarcísio tem 16% e o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), aparece com 10%, no cenário com todos os candidatos.
Segundo turno

Nas simulações de segundo turno, Lula venceria todos os adversários testados, embora com variações na margem de vantagem. Confira os cenários:

Cenário 1

  • Lula: 44%
  • Tarcísio de Freitas: 39%
  • Indecisos: 4%
  • Branco/nulo/não sabe: 13%

Cenário 2

  • Lula: 45%
  • Flávio Bolsonaro: 38%
  • Indecisos: 2%
  • Branco/nulo/não sabe: 15%

Cenário 3

  • Lula: 43%
  • Ratinho Jr.: 36%
  • Indecisos: 4%
  • Branco/nulo/não sabe: 17%

Cenário 4

  • Lula: 44%
  • Ronaldo Caiado: 33%
  • Indecisos: 4%
  • Branco/nulo/não sabe: 19%

Cenário 5

  • Lula: 46%
  • Romeu Zema: 31%
  • Indecisos: 4%
  • Branco/nulo/não sabe: 19%

Cenário 6

  • Lula: 45%
  • Aldo Rebelo: 27%
  • Indecisos: 4%
  • Branco/nulo/não sabe: 24%

Cenário 7

  • Lula: 46%
  • Renan Santos: 26%
  • Indecisos: 4%
  • Branco/nulo/não sabe: 24%

 

Candidatura de Flávio Bolsonaro

O levantamento também avaliou a percepção do eleitorado sobre a permanência de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial. O percentual dos que acreditam que o senador levará a candidatura até o fim subiu de 49%, em dezembro do ano passado, para 54%.

Já os entrevistados que avaliam que a candidatura seria usada como instrumento de negociação pela liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe, caíram de 38% para 34%.

A percepção de que Flávio seguirá na corrida eleitoral avança em praticamente todos os segmentos. Entre bolsonaristas, 83% acreditam que ele será o candidato; na direita, o índice é de 75%; entre eleitores independentes, 49%; e, na esquerda, 44%.

Flávio Bolsonaro confirmou no início de dezembro ter sido escolhido pelo pai como seu representante na disputa presidencial de 2026. O anúncio foi feito nas redes sociais, após meses de disputa interna entre aliados do ex-presidente. O senador já vinha sendo cogitado desde a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, em setembro, quando passou a atuar como seu principal articulador político. Inicialmente, porém, Flávio negava a intenção de concorrer e afirmava preferir a reeleição ao Senado.

Posteriormente, condicionou uma eventual desistência à liberdade do pai. “A única forma disso [desistência] acontecer é se Bolsonaro estiver livre, nas urnas, caminhando com seus netos, filhos de Eduardo Bolsonaro, pelas ruas de todo o Brasil. Esse é meu preço”, declarou.

Metodologia

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios, entre os dias 8 e 11 de janeiro. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos. Fonte: Congresso em Foco.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *