A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (14/5), a Operação Linha Solta no município de Crateús, localizado no Sertão cearense.
A finalidade da ofensiva é desarticular um esquema especializado em furtos qualificados contra agências da Caixa Econômica Federal na região.
Para viabilizar a ação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, devidamente expedidos pela Justiça Federal.
O objetivo principal dessas diligências é colher provas materiais e, consequentemente, interromper o ciclo de ataques aos terminais de autoatendimento.
A técnica da criminosa e os prejuízos na região
De acordo com as investigações, o suspeito utilizava a técnica criminosa conhecida popularmente como “pescaria”.
Nesse método específico, dispositivos são inseridos nos caixas eletrônicos para travar os envelopes de depósito dos clientes, o que permite ao criminoso subtrair os valores em um momento posterior.
A ação da PF foca em identificar toda a extensão dos danos causados em diferentes municípios da região.
Vale ressaltar que tais localidades amargaram prejuízos financeiros consideráveis, atingindo tanto a instituição bancária quanto os usuários diretos do sistema.
Modalidade criminosa e implicações legais
No que diz respeito às sanções, o investigado poderá responder pelo crime de furto mediante fraude, conforme previsto no Código Penal.
A Polícia Federal analisa a possível participação de outras pessoas, seja na logística dos ataques ou na lavagem do dinheiro obtido ilegalmente.
Atualmente, os materiais apreendidos durante as buscas em Crateús passam por perícia técnica.
O intuito é alimentar o inquérito policial, que segue sob sigilo justamente para preservar a eficácia das próximas diligências.
Em um contexto mais amplo, a operação faz parte de uma estratégia nacional da PF para intensificar o combate a crimes patrimoniais contra bancos públicos.
O foco em 2026 tem sido o monitoramento rigoroso de quadrilhas que migram para o interior do estado com o intuito de aplicar fraudes em terminais.
Por fim, a Polícia Federal reforça que o uso de inteligência e a cooperação mútua com as instituições financeiras são ferramentas fundamentais.
Afinal, tais medidas são essenciais para garantir a segurança dos sistemas bancários e, sobretudo, assegurar a proteção dos cidadãos cearenses.








