quinta-feira, 4 de junho de 2026

Sindicato da Indústria de Confecções defende cobrança de ICMS sobre importados 

Para a entidade, a medida é necessária - Imagem: Reprodução.
Para a entidade, a medida é necessária - Imagem: Reprodução.

O Sindicato da Indústria de Alfaiataria e de Confecções de Roupas de Homem de Fortaleza (SindRoupas), através do presidente Paulo Rabelo, divulgou nesta terça-feira, 1º de abril, posicionamento em “defesa da indústria brasileira e do consumo responsável”. Na nota, ele diz que o “ICMS sobre importados é uma medida necessária”. A medida entrou em vigor nesta terça-feira. que 

Veja a nota: 

“À partir de hoje entra em vigor no Ceará o aumento do ICMS sobre produtos importados de plataformas como Shein, Shopee e AliExpress.

Essa decisão é *necessária e justa*. Não se trata de penalizar o consumidor, e sim de *corrigir uma distorção fiscal grave*, que por anos permitiu que essas plataformas operassem no Brasil com uma carga tributária muito menor que a das empresas nacionais.

Esses produtos chegam com preços artificialmente baixos, resultado de práticas como:
• Trabalho análogo à escravidão (jornadas de até 18h por dia);
• Salários extremamente baixos (US$ 0,04 por peça);
• Casos de trabalho infantil;
• Ausência de direitos trabalhistas e fiscalização ambiental.

Enquanto isso, aqui no Ceará, temos um setor da moda forte e comprometido:
• São mais de *149 mil empregos diretos;
• Quase *75 mil empresas ativas em toda a cadeia;
• Compromisso com ESG, inovação, sustentabilidade e responsabilidade social.

As empresas cearenses pagam impostos, investem em pessoas e tecnologias limpas, e mantêm empregos formais. Não dá mais para competir com plataformas que exploram trabalhadores e burlam tributos.

Por isso, a nova alíquota de 20% do ICMS representa um passo concreto pela justiça fiscal, pela proteção da indústria nacional e pelo consumo consciente.*

Conto com seu apoio na divulgação dessa mensagem. É hora de valorizar quem produz com responsabilidade no Brasil. Essa luta é de todos nós.”

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