terça-feira, 21 de julho de 2026

Supremo decide reabrir investigação contra Waldemar Costa Neto 

Legenda: Valdemar Costa Neto foi indiciado pela PF mas PGR não fez denúncia - Foto: Marcello Casal/ Agência Brasil.
Legenda: Valdemar Costa Neto foi indiciado pela PF mas PGR não fez denúncia - Foto: Marcello Casal/ Agência Brasil.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (21 de outubro) determinar a reabertura da investigação sobre a trama golpista envolvendo o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, dirigente do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Por 4 votos 1, o colegiado acolheu a proposta feita pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, durante o julgamento que condenou os réus do Núcleo 4 da trama golpista, grupo acusado de disseminar desinformação contra as urnas eletrônicas.

Com a decisão, as autoridades deverão retomar a investigação. O processo focará na apuração de crimes graves. Especificamente, ele visa os crimes de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

No ano passado, a Polícia Federal (PF) indiciou Valdemar Costa Neto no inquérito sobre a trama golpista. Contudo, o político não foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Ele ficou de fora dos quatro núcleos de acusados. Estes acusados tentaram manter Jair Bolsonaro no poder após as eleições de 2022.

Sugestão de Moraes e Condenação

Mais cedo, o Ministro Alexandre de Moraes sugeriu a retomada da investigação. Isso ocorreu durante a sessão que condenou Carlos Cesar Moretzsohn Rocha. Rocha era ex-presidente do Instituto Voto Legal (IVL). Além disso, o Partido Liberal (PL) contratou Carlos para realizar estudos. O objetivo era basear a ação do partido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nessa ação, eles contestaram o resultado do primeiro turno das eleições de 2022. A base da ação usou desinformação para sugerir fraudes na votação eletrônica.

Procurada pela Agência Brasil, a defesa de Valdemar Costa Neto disse que não vai comentar a decisão.

Fonte: Agência Brasil.



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