O senador Tasso Jereissati declarou que votará contra a PEC da Transição na forma como ela foi proposta pela equipe de transição do governo federal eleito. Ele disse que a proposta é “um absurdo” e criticou declarações polêmicas de Lula da Silva (PT).
“Ninguém é contra o auxílio de R$ 600. Isso é absolutamente necessário, tem que ser feito e não se pode negar ao novo governo essa tranquilidade. Mas o que está proposto na PEC é muito mais do que isso. São recursos que vão nos levar a um caminho que ninguém tem noção onde pode acabar. Se essa PEC for do jeito que está aí, voto contra e peço aos meus colegas do PSDB que votem contra”, anunciou Tasso no UOL Entrevista desta sexta-feira (18/11).
A principal crítica de Tasso é contra a duração do auxílio previsto na PEC. “A obrigação do Congresso é dar ao novo governo condições de cumprir a promessa básica do governo, de R$ 600, por um ano. E durante o ano que vem, com um novo Congresso, fazer essa discussão com plano mais amplo. Inclusive com um tipo de arcabouço fiscal que o governo pretende para segurar trajetória da dívida”. Tasso entende que o teto de gastos já foi quebrado. E culpou o atual governo por isso. “Quem acabou com o teto foi Paulo Guedes”. Mas pediu para que Lula esquece o governo de Bolsonaro. E explicou a preocupação com as frases do presidente eleito. “Eu me posiciono com muita preocupação por vários aspectos desses últimos 10 dias. A primeira razão é o tom do discurso: ao invés de reconciliação nacional, que todos estamos esperando, viria um homem diferente para governar para todos brasileiros. Isso pode despertar ou acirrar ânimos em um país dividido”.
Tasso: Essa geração de generais vai sair do mapa
Tasso também comentou sobre uma acusação recente de Flávio Dino (PSB). O senador eleito disse que agentes do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) tentaram ocupar o CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), que funciona como sede para a equipe de transição do PT. “Não estranho que o General Heleno queira fazer espionagem na transição do governo Lula. Mas são os últimos suspiros de alguém que está desaparecendo. Se Bolsonaro voltará como pessoa física ou não, é uma incógnita. Mas essa geração de generais vai sair do mapa e está esperneando no que pode”, explicou Tasso. Fonte: UOL.







