Os dados do Monitor de Secas, atualizados em janeiro de 2026, confirmam um cenário crítico para o Ceará. A expansão da seca grave atingiu 42,04% do território estadual, o índice mais severo desde dezembro de 2018. Nesse sentido, o avanço do fenômeno reflete a irregularidade das chuvas no segundo semestre de 2025, o que comprometeu severamente a recarga dos reservatórios e a umidade do solo em 95 municípios.
Simultaneamente, o Governo Federal reconheceu a situação de emergência em 34 cidades cearenses neste início de ano. Portanto, o estado contabiliza cerca de 1,3 milhão de pessoas diretamente afetadas pela falta de água. Ademais, as cidades de Itapajé e Quixeramobim foram as mais recentes a integrar a lista oficial, em 14 de janeiro.
Este é o pior índice registrado desde dezembro de 2018. A escassez de chuvas no segundo semestre de 2025 causou este agravamento. O período geralmente ajuda na recomposição hídrica. Contudo, os volumes de chuva ficaram abaixo do esperado.
Impactos na agricultura e abastecimento
O avanço da seca grave gera efeitos imediatos em diversas áreas. O Monitor destaca perdas prováveis em culturas agrícolas e pastagens. Comunidades rurais e urbanas já enfrentam a falta de água. Municípios vulneráveis sofrem com restrições no uso dos recursos hídricos.
O cenário exige atenção contínua às condições climáticas. O planejamento de ações de mitigação torna-se urgente. O semiárido cearense enfrenta maior variabilidade e eventos extremos frequentes.
Como Funciona o Monitor de Secas
O Monitor de Secas acompanha continuamente a estiagem no Brasil. A ferramenta divulga mapas mensais sobre a intensidade da seca. A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) coordena a iniciativa. No Ceará, a Funceme opera e analisa os dados locais.
O monitoramento ajuda na tomada de decisões estratégicas. Ele orienta políticas públicas para agricultura e recursos hídricos. A ferramenta é essencial para regiões vulneráveis como o semiárido.




