quarta-feira, 22 de julho de 2026

Vítimas de chacina em delegacia de Camocim estavam dormindo

Os três policiais civis mortos em uma chacina em Camocim, neste domingo, 14/5, foram atingidos enquanto dormiam, segundo fontes ligadas à investigação ouvidas pelo UOL. A quarta vítima estava de plantão, enquanto os colegas descansavam. O crime ocorreu na madrugada de domingo, 14/5, na delegacia de Camocim, cidade localizada no Norte cearense. As informações são de Patrícia Calderón, para o UOL.

O inspetor de polícia Antônio Alves Dourado, suspeito de ser o autor da chacina, foi preso.

Dourado é suspeito de ter atirado e matado três escrivães e um inspetor: Antônio Cláudio dos Santos, Antônio José Rodrigues Miranda, Francisco dos Santos Pereira e Gabriel de Souza Ferreira.

Segundo a guarnição da PM (Polícia Militar) que atendeu a ocorrência, o suspeito chegou em uma moto ao local do crime por volta das 4h40. Em seguida, teria entrado escondido pelos fundos e subido para o primeiro andar.

Lá, o suspeito teria encontrado um plantonista, o escrivão Antônio Cláudio, que fazia a segurança do restante da equipe, que estava dormindo. O UOL apurou que Cláudio pulou do primeiro andar para o térreo para tentar fugir, mas foi atingido pelas contas. Ele não sobreviveu. Em seguida, o suspeito teria seguido para os dormitórios, no térreo da delegacia, onde teria atirado contra os três que dormiam em redes.

Policial teria planejado chacina por asfixia e queria fazer mais vítimas

Após o crime, a PM encontrou na delegacia um gás de cozinha que teria sido alterado para incluir conexões. A polícia acredita que a intenção do suspeito era matar as vítimas por asfixia. O suspeito também tinha uma máscara de proteção de gás, segundo a polícia. De acordo com o delegado, o plano do suspeito teria duas fases: matar policiais por asfixia durante a madrugada e ficar de tocaia na delegacia até a troca de plantão, para matar outros colegas, incluindo o próprio delegado.

Após os disparos contra os colegas, o suspeito teria fugido em uma viatura da delegacia. A arma usada no crime foi uma pistola calibre 40.

Suspeito reclamou de escalas de trabalho antes do crime. O UOL apurou junto a policiais que Dourado estaria insatisfeito com a escala de serviço. Ele teria pedido para “não ser mais escalado para serviço extra, depois quis voltar atrás, mas foi informado de que não tinha como, já que a escala estava feita”, informou um policial militar. “Ele sempre reclamava de algo, não aceitava bem as determinações. Sempre achava que estava sendo preterido.  Jamais esperávamos isso. Ele era complicado de se trabalhar, mas não discutia com ninguém. Era muito calado”. Policial civil em entrevista ao UOL; ela pediu para não ser identificada. Com informações do portal UOL.

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