O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido nesta sexta-feira (6/3) para a Penitenciária Federal em Brasília.
Anteriormente, o investigado estava custodiado na Penitenciária de Potim, no interior de São Paulo.
Nesse sentido, um avião da Polícia Federal (PF) transportou o empresário até a capital federal. O pouso ocorreu por volta das 15h30 no Aeroporto Internacional de Brasília.
Logo em seguida, Vorcaro passou por exame de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal (IML). Afinal, esse procedimento é praxe obrigatória antes da entrada em unidades de segurança máxima.
Decisão judicial e operação compliance zero
O ministro do STF André Mendonça autorizou a transferência nesta quinta-feira (5/3). Inclusive, o magistrado atua como relator da Operação Compliance Zero, que apura fraudes bilionárias no Banco Master.
Dessa forma, a decisão atendeu prontamente a um pedido da própria Polícia Federal.
De acordo com a corporação, o banqueiro possui alta capacidade de influenciar as investigações em curso. Com efeito, a PF justificou que o cenário recomenda cautela redobrada na execução da medida.
Portanto, o isolamento visa impedir que o investigado mobilize redes de influência para interferir no processo judicial.
Proteção e riscos aos investigados
A PF alegou que a transferência protege a integridade física de Vorcaro.
Nesse contexto, o aliado Luiz Phillipi Mourão também foi preso durante a terceira fase da operação. Inesperadamente, Mourão tentou tirar a própria vida na carceragem da PF em Minas Gerais.
Atualmente, o braço direito do banqueiro segue internado em um hospital de Belo Horizonte. Segundo as investigações, ele atuava como um ajudante estratégico de Daniel Vorcaro.
Dessa maneira, o “Sicario” monitorava adversários e obtinha informações sigilosas para os interesses do empresário.
Histórico de prisões e ameaças
Daniel Vorcaro foi preso novamente na manhã de quarta-feira pela Polícia Federal. Vale lembrar que, no ano passado, o empresário já havia sido alvo de um mandado de prisão.
Contudo, ele obteve o direito à liberdade provisória mediante o uso de tornozeleira eletrônica na ocasião.
Desta vez, a justiça fundamentou a nova prisão em mensagens encontradas no celular do banqueiro. Inclusive, o material revela que Vorcaro ameaçava jornalistas e pessoas que contrariavam seus negócios.
Dessa forma, a Operação Compliance Zero busca estancar fraudes que causaram um rombo de R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos.
Por fim, as autoridades seguem analisando os dados apreendidos para identificar outros envolvidos no esquema. Fonte: Agência Brasil







