domingo, 19 de julho de 2026

Wagner Moura integra lista dos mais influentes do ano da revista Time

Foto: Reprodução Time
Foto: Reprodução Time

 

O ator brasileiro Wagner Moura foi incluído na prestigiada lista das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2026, selecionada pela revista Time.

O artista aparece entre as personalidades consideradas ícones mundiais após sua recente indicação ao Oscar pelo filme O Agente Secreto.

Moura também estampa uma das quatro capas globais da edição, dividindo o destaque com Zoe Saldaña, Luke Combs e Nikki Glaser. Dessa forma, o cinema brasileiro consolida sua relevância internacional através de um dos seus maiores expoentes na atualidade.

 

Posicionamento político

O perfil dedicado ao artista na revista destaca sua coragem em expressar opiniões, intitulando-o como alguém que “não tem medo”.

Segundo a Time, Wagner Moura utiliza sua visibilidade para falar a verdade e manter um posicionamento político firme sobre os contextos sociais. Portanto, em entrevista à publicação, o ator refletiu sobre a polarização nos Estados Unidos, país onde reside atualmente, diferenciando governos passageiros da essência da nação.

Inclusive, ele ressaltou que, embora figuras como Donald Trump representem uma parcela do país, os EUA pertencem verdadeiramente ao legado de lutadores como Martin Luther King.

Além disso, Moura defendeu a visão de um país construído sobre a imigração e o acolhimento de pessoas de todos os cantos do planeta. Nessa linha, ele argumentou que existe uma distinção clara entre o governo que detém o poder momentâneo e a alma democrática exportada para o resto do mundo.

O ator reafirma sua identidade como um cidadão global que não se furta de analisar criticamente as potências mundiais. Assim sendo, seu discurso foca na liberdade e na herança dos movimentos civis que moldaram as ideias de emancipação contemporâneas.

 

O “Antídoto Analógico” em um mundo digital

A revista descreveu o brasileiro como uma figura singular que se distancia das tendências tecnológicas predominantes. De fato, o perfil revela que o ator não utiliza redes sociais, prefere ouvir música em vinil e dirige seu próprio Fusca 1959.

Vale ressaltar que a Time o rotulou como o “antídoto analógico” necessário em uma sociedade cada vez mais dominada pela inteligência artificial.

Afinal, sua autenticidade e modo de vida mais orgânico funcionam como um contraponto à digitalização extrema da vida moderna em 2026.

 

Pesquisadores brasileiros entre os influentes

Quanto à representatividade nacional, outros dois brasileiros de destaque figuram na lista de influenciadores globais da revista. Os pesquisadores Mariangela Hungria da Cunha e Luciano Moreira aparecem na seleção por suas contribuições científicas de impacto mundial.

A presença de cientistas ao lado de um ícone das artes demonstra a diversidade do talento brasileiro reconhecido pela Time neste ano. Inclusive, essas escolhas reforçam o papel do Brasil como um celeiro de lideranças intelectuais e criativas em múltiplas áreas do saber.

A inclusão de Wagner Moura e dos cientistas brasileiros na lista da Time celebra o prestígio do país no cenário internacional. Nessa linha, o reconhecimento vai além da atuação cinematográfica, alcançando a relevância acadêmica e o ativismo social coerente.

 

 

Foto:  Tercilio Turini

 

Mariangela Hungria da Cunha, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), já venceu a premiação do World Food Prize 2025, considerada a mais importante da agricultura mundial, conhecida como o “Nobel” da Alimentação e Agricultura.

Ela está na lista de pioneiras pelo desenvolvimento de um trabalho com microrganismos que permitem que as plantações absorvem nitrogênio do ar de forma mais natural. Segundo a revista, as inovações científicas desenvolvidas por ela ajudaram os agricultores brasileiros a economizar cerca de US$ 25 bilhões por ano, além de evitar a emissão de 230 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente.

 

Foto: Facebook

 

Já o pesquisador Luciano Moreira foi escolhido na categoria inovadores pelo desenvolvimento e expansão de uma técnica que emprega mosquitos modificados para impedir a transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya.

No ano passado, Moreira já havia entrado na lista Nature’s 10, da revista Nature, por seus trabalhos ligados ao Aedes aegypti. Fonte: Agência Brasil. 

 

 

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