terça-feira, 21 de julho de 2026

Ação policial resulta na prisão de homem por crime ambiental na orla de Beberibe

Fotos: Reprodução/SSPDS
Fotos: Reprodução/SSPDS

 

A Polícia Civil (PCCE) e a Polícia Militar (PMCE) prenderam em flagrante um homem de 52 anos, nesta sexta-feira (17/4), em Beberibe.

A operação conjunta mobilizou o Batalhão de Polícia de Meio Ambiente (BPMA) e o Policiamento Ostensivo Geral (POG) na praia de Morro Branco, onde o suspeito realizava intervenções irregulares na orla marítima.

As investigações revelaram que o homem insistia em cercar terrenos na faixa de praia, mesmo após os órgãos municipais embargarem a obra.

Quando as equipes da Delegacia de Beberibe o flagraram, o indivíduo alegou ser o proprietário da área; no entanto, ele não apresentou nenhum documento que comprovasse a posse ou a legalidade das atividades.

Com essa ofensiva, as forças de segurança interromperam a degradação de uma das áreas ambientais mais sensíveis do litoral leste cearense.

 

Fiscalização em áreas de preservação permanente (APP)

As autoridades monitoram com rigor o cercamento de áreas de praia, pois a legislação classifica a orla como Área de Preservação Permanente (APP).

A ocupação indevida e o descumprimento de embargos administrativos configuram crimes graves contra o patrimônio público e o ecossistema litorâneo.

Além disso, a ausência de licenciamento ambiental impede qualquer tipo de construção ou delimitação física nesses espaços.

Após a abordagem, os agentes constataram que a continuidade da obra sob proibição administrativa agravou a tipificação do crime.

Além do crime ambiental, a polícia também autuou o suspeito por dano, uma vez que a instalação de cercas em dunas ou faixas de areia prejudica a fauna e a flora locais.

Em 2026, o Estado intensifica a fiscalização para evitar que particulares privatizem irregularmente as praias do Ceará.

 

 

Após a prisão, o homem foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Beberibe, onde foi autuado pelos crimes de violação de domicílio, alteração de limites, dano, desobediência e crime ambiental. Em seguida, ele foi colocado à disposição do Poder Judiciário.

 

 

 

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