A Pesquisa CNT de Rodovias foi finalmente divulgada. Isso ocorreu nesta quarta-feira (17 de dezembro). Esta pesquisa, então, completa 30 anos de existência. O estudo aponta avanço no Estado Geral da malha viária brasileira. Isto representa uma melhoria em relação a 2024.
O levantamento, além disso, é realizado desde 1995. Ele avaliou 114.197 quilômetros de rodovias pavimentadas. Consequentemente, ele mostra aumento na proporção de trechos Ótimos ou Bons. Em contraste, há uma redução nos trechos Ruins ou Péssimos.
Crescimento de 5 pontos percentuais em Condições Ótimas/Boas
De acordo com o estudo, o qual é financiado pelo SEST SENAT, 37,9% da extensão está em condições Ótimas ou Boas (43.301 km). Este valor contrasta, por sua vez, com 33,0% em 2024 (36.814 km). Isso representa, assim, um avanço de quase 5 pontos percentuais (p.p).
Já os trechos avaliados como Ruins ou Péssimos caíram drasticamente. A redução foi de 26,6% (29.776 km) para 19,1% (21.804 km). Esta queda totaliza uma redução de 7,5 p.p.
A categoria Regular, no entanto, manteve proporção semelhante. Ela registrou 43,0% (49.092 km) neste ano. Em comparação, o valor era 40,4% (45.263 km) em 2024.
A classificação do Estado Geral considera, basicamente, três características principais. Elas são Pavimento, Sinalização e Geometria da Via. Portanto, o estudo avalia variáveis como condições do pavimento. Também são analisadas placas, acostamento, curvas e pontes.
Tipos de Gestão e Impacto no Custo do Transporte
Ao detalhar, então, os percentuais por tipo de gestão, a Pesquisa revela uma redução. Trata-se de uma queda significativa nos trechos ruins. Isso ocorreu, notavelmente, tanto em rodovias concedidas quanto nas públicas.
Rodovias Concedidas: Apenas 618 km receberam essa classificação em 2025. Isto representa uma queda de 61,6% em relação a 2024 (1.609 km).
Rodovias Públicas: A redução foi de 23,3%, passando de 21.630 km para 16.594 km.
A qualidade do pavimento tem efeito direto. Primeiramente, ela afeta o custo da operação de transporte. Segundo a Pesquisa CNT de Rodovias 2025, a condição da via é determinante.
Quanto pior for a via, assim, maiores serão os custos. Isso inclui consumo de combustível e desgaste dos veículos. O tempo de deslocamento também aumenta. Globalmente, o levantamento mostra um dado crucial.
A qualidade do pavimento eleva, em média, em 31,2% os custos. Isto ocorre no transporte rodoviário no Brasil. Essa média considera os trechos Bom, Regular, Ruim ou Péssimo.
A má qualidade do pavimento gera, ademais, desperdício anual. O valor é estimado em R$ 7,2 bilhões. Esta perda provém somente do consumo adicional de diesel. Isso representa 1,2 bilhão de litros.
Tal valor é, aliás, suficiente para financiar soluções de baixo carbono. Entre elas, destacam-se a aquisição de caminhões elétricos. A produção de combustíveis renováveis também se encaixa nessa verba.
Segurança Viária e Riscos
Nas rodovias sob gestão pública, um alto percentual apresenta problemas no pavimento: 64,4%. Isso leva, em média, a um aumento de custos. Tal aumento é de até 35,8% nas operações.
Por outro lado, nas rodovias concedidas, apenas 34,4% apresentam irregularidade. Consequentemente, o aumento médio nos custos operacionais é menor. Ele se limita a até 18,4%.
Na segurança viária, entretanto, o efeito da infraestrutura deficiente é ainda mais grave. Entre janeiro de 2016 e julho de 2025, a PRF registrou 697.435 acidentes. Todos esses sinistros ocorreram nas rodovias federais.
O custo econômico acumulado totaliza, infelizmente, R$ 149,67 bilhões. Este valor, por sua vez, inclui atendimentos de emergência. Também abrange perdas de cargas e impactos sociais.
A Pesquisa CNT de Rodovias 2025 registrou, finalmente, queda no número de pontos críticos. Eles caíram de 2.446 em 2024 para 2.144 em 2025. Isto indica, assim, uma melhora na segurança viária.
A maioria das ocorrências ainda se relaciona a buracos grandes. No entanto, houve redução em erosões e quedas de barreira. Essa tendência, portanto, reforça que os investimentos recentes começam a gerar resultados positivos.
Síntese dos Resultados no Ceará: 3.773 km Avaliados
A Pesquisa CNT de Rodovias analisou 3.773 km no Ceará. Estes quilômetros representam 3,3% do total pesquisado no Brasil.
Estado Geral: 37,5% estão classificados como Ótimo/Bom, 52,9% Regular e 9,6% Ruim/Péssimo.
Pavimento: 30,3% estão classificados como Ótimo. Além disso, 0,5% apresenta pavimento totalmente destruído.
Sinalização: 61,7% estão classificados como Ótimo/Bom. Ainda assim, 3,0% da extensão está sem faixa central e 4,3% não tem faixas laterais.
Geometria da Via (Traçado): Pistas simples predominam em 89,1%. Entretanto, falta acostamento em 50,0% dos trechos.
Pontos Críticos: A Pesquisa identifica 66 no estado.
Custo Operacional: As condições do pavimento geram um aumento de custo operacional de 31,1%. Isso impacta a competitividade.
Investimentos Necessários: Para recuperar as rodovias é necessário R$ 3,08 bilhões (incluindo ações emergenciais e manutenção).
Custo dos Acidentes: O prejuízo gerado pelos acidentes foi de R$ 413,29 milhões em 2024.
Meio Ambiente: Em 2025, estima-se um consumo excessivo de 41,6 milhões de litros de diesel. O prejuízo totaliza R$ 239,46 milhões, gerando 110,09 mil toneladas de gases de efeito estufa.
Investimentos Federais: Do total autorizado de R$ 85,21 milhões para 2025, apenas R$ 30,78 milhões foram investidos até novembro (36,1%).







