Por Ricardo Oliveira Ruiz, especial para o Ceará Leste
Levantamento realizado pela Repórter Brasil (com ajuda de técnicos especialistas), publicado em 7 de março passado por Ana Aranha e Hélen Freitas, aponta o consumo de água imprópria ao menos uma vez entre 2018 e 2020 em 763 municípios brasileiros.
Foram 2.645 cidades sem testes de substâncias químicas e radioativas; 2.161 com todos os testes dentro do limite; e 763 com substâncias acima do limite regulamentado, sendo 51% com subprodutos do tratamento, 35% com inorgânicos; 7% com orgânicos, 5% com agrotóxicos e 2% com radioativo.
A divisão das substâncias feita pela Repórter Brasil baseou-se na classificação dada por órgãos reguladores como a Organização Mundial de Saúde.
O levantamento baseou-se em dados do Sistema de Informações de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua) do Ministério da Saúde, que dispõe dos resultados de testes feitos pelas empresas e instituições responsáveis pelo abastecimento de água das cidades brasileiras.
Os dados por município podem ser consultados no Mapa da Água (https://mapadaagua.reporterbrasil.org.br/) sobre as substâncias que estavam dentro e acima do limite regulamentado de segurança (com os maiores riscos de gerar doenças crônicas como câncer e outras substâncias que geram riscos à saúde) no reportado período.
Nas oito cidades da Costa Leste cearense, Beberibe, Fortim e Aracati estavam com a água consumida pela população dentro do limite de segurança. Eusébio, Aquiraz e Cascavel apresentaram dados inconsistentes do Ministério da Saúde, e Pindoretama e Icapuí não enviaram dados ao Sisagua do Ministério da Saúde.
Consigne-se que, o abastecimento de água do Eusébio, Aquiraz, Beberibe, Cascavel, Fortim e Aracati é feito pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), e o de Pindoretama e Icapuí pela Autarquia do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE).
A rigor, a empresa de abastecimento de água da cidade deve informar à população sempre que uma substância aparece acima do limite como determina a Portaria de Consolidação GM/MS Nº 5/2017, que dispõe sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade.
O levantamento da Repórter Brasil está disponível em: https://reporterbrasil.org.br/2022/03/exclusivo-agua-da-torneira-foi-contaminada-com-produtos-quimicos-e-radioativos-em-763-cidades/.








