domingo, 19 de julho de 2026

Jovem que passou por cirurgia de reimplante das mãos no IJF recebe alta

Ana Clara de Oliveira, de 21 anos, estava internada desde o último dia 1º de maio- Foto: Divulgação.
Ana Clara de Oliveira, de 21 anos, estava internada desde o último dia 1º de maio- Foto: Divulgação

 

Sob aplausos calorosos no corredor do Instituto Dr. José Frota (IJF), a paciente Ana Clara de Oliveira, de 21 anos, recebeu alta médica nesta sexta-feira (29/5).

A jovem passou por uma complexa cirurgia de reimplante das duas mãos na unidade hospitalar municipal de Fortaleza.

O momento da saída encheu de profunda emoção a jovem, seus familiares, os profissionais de saúde e todos que acompanharam de perto seu longo processo de reabilitação.

Natural do município de Quixeramobim, no interior do Ceará, a jovem estava internada na capital desde o dia 1º de maio.

O caso mobilizou uma verdadeira força-tarefa médica logo após a chegada imediata da paciente à unidade de urgência.

Ana Clara sofreu a amputação traumática de uma das mãos e teve a outra gravemente lesionada durante uma tentativa de feminicídio.

Diante da extrema gravidade do quadro clínico, as equipes especializadas do IJF iniciaram os protocolos de urgência para a realização do procedimento cirúrgico.

 

Força-tarefa e complexidade cirúrgica

Realizada logo no dia de sua admissão, a cirurgia estendeu-se por cerca de 12 horas contínuas de alta precisão.

O procedimento contou com a participação de aproximadamente 15 profissionais altamente qualificados, incluindo cirurgiões de mão, especialistas em microcirurgia, médicos anestesistas, enfermeiros e técnicos de enfermagem.

A operação exigiu uma delicada e minuciosa reconstrução de estruturas ósseas, musculares, tendíneas, vasculares e nervosas, sendo considerada um dos maiores desafios técnicos da especialidade.

Consolidado como a principal referência em traumas e cirurgias reconstrutivas no Ceará, o IJF garantiu suporte integral à paciente durante todo o período pós-operatório.

Esse cuidado incluiu a internação inicial em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), monitoramento vascular especializado e assistência multiprofissional contínua de fisioterapeutas e psicólogos.

Posteriormente à alta hospitalar, a jovem continuará recebendo assistência regular e especializada da equipe médica, seguindo em acompanhamento contínuo nos serviços de ambulatório da dor e de microcirurgia da instituição.

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