O assassinato do vereador de Horizonte, Franzé do Hospital (Francisco José dos Santos), completa um ano neste sábado (5) e segue sem resposta sobre o mandante ou mandantes do homicídio. As investigações levaram à prisão do executor do crime, Fábio Araújo de Sousa, uma semana após o assassinato. Os motivos e os mandantes do crime permanecem desconhecidos e o caso segue em segredo de justiça.
Neste sábado, após a missa a ser celebrada em memória do vereador, programada para às 8 horas na Igreja Matriz de Horizonte, a família e os amigos do vereador farão um protesto pelas ruas de Horizonte pedindo justiça para o caso. O protesto começará por volta de 9h.
“Vivemos um pesadelo permanente desde aquele dia. Tudo o que a nossa família deseja é que esse crime seja esclarecido e os culpados punidos. É impensável para nós que o Município de Horizonte possa ter paz com esses criminosos à solta, podendo executar um novo crime escondidos por trás do anonimato”, desabafa Francisco Klewton e Costa, irmão de Franzé. Ele cobra respostas à Polícia Civil do Estado do Ceará e diz que faz visitas regulares à delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação.
A família do vereador assassinado já buscou ajuda na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa e, agora, entrará em contato com os Ministérios da Justiça e dos Direitos Humanos, do Governo Federal. “Temos convicção que o crime que vitimou meu irmão foi político. Ele não tinha envolvimento com crime, dívidas ou qualquer outro problema que pudesse motivar um acerto de contas. Mas ele era um dos mais ferrenhos opositores políticos que Horizonte já viu. E morreu por não se dobrar à vontade dos que vivem pelo poder”, desabafa Klewton.
Relembre o caso
Cinco vereadores de oposição estavam almoçando no restaurante depois de saírem da Câmara Municipal de Horizonte. Por volta das 14h, um homem chegou em uma moto, foi até a mesa onde os vereadores estavam e pediu para que eles deitassem no chão. Ele passou por cima de alguns vereadores e foi até o Franzé do Hospital e o executou, atirando em sua cabeça. O bandido não levou nenhum objeto ou dinheiro, tendo sido descartada qualquer possibilidade de assalto. O assassino foi preso uma semana depois do crime.








