quinta-feira, 23 de julho de 2026

CNJ fará o mapeamento das organizações criminosas que atuam no país, diz Fachin

Legenda: O ministro do STF, Edson Fachin - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Legenda: O ministro do STF, Edson Fachin - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, disse nesta sexta-feira (31 de outubro) que o conselho vai mapear as organizações criminosas que atuam no país.

Mais cedo, o Ministro Fachin participou de uma agenda importante. Ele esteve em Bauru, no interior de São Paulo. Lá, ele participou da instalação

O mapa indicará três aspectos cruciais das organizações criminosas. Em primeiro lugar, ele mostrará a origem e a localização. Em segundo lugar, ele apontará os pontos de interesse dos grupos.

Portanto, a ideia é que “todo o sistema de Justiça atue melhor”. A atuação eficiente dependerá de “dados e evidências”. Isso inclui, de modo especial, as polícias e a Polícia Federal. Consequentemente, o sistema poderá desenvolver políticas superiores de combate aos criminosos.

Em seguida, Fachin comentou a Operação Contenção, no Rio de Janeiro. A Operação gerou mais de 120 mortes. Isso ocorreu porque as polícias a deflagraram para combater criminosos do Comando Vermelho (CV). Em meio à repercussão, o Ministro destacou a necessidade de mapeamento. Portanto, este mapeamento será estratégico. Ele ajudará na repressão ao crime organizado.

“O Poder Judiciário está atento e atuando fundamentalmente em duas frentes”, afirmou Fachin. A primeira delas é no âmbito do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O Ministro explicou: “Nós estamos desenvolvendo o mapa das organizações criminosas do Brasil. Em breve, nós o teremos”.

O mapa indicará a origem, localização e os pontos de interesse das organizações. A ideia é que, “a partir de dados e evidências, todo o sistema de Justiça atue melhor”. Isso inclui, de modo especial, as polícias e a Polícia Federal. Portanto, o sistema poderá ter melhores políticas de combate aos criminosos.

Direitos Humanos

O ministro ressaltou ainda que o Supremo defende que a proteção dos direitos humanos deve ser tratada como medida de segurança pública.

“Onde há uma organização criminosa, há uma conexão, que começa dentro dos estabelecimentos penitenciários. É esse elo que precisa ser cortado”, completou.

ADPF das Favelas

Os desdobramentos da Operação Contenção são acompanhados na Corte por meio do processo que é conhecido como ADPF das Favelas, ação na qual o STF já determinou medidas para combater a letalidade policial na capital fluminense.

Na quarta-feira (29 de outubro), o ministro Alexandre de Moraes pediu que o governador do Rio, Claudio Castro, preste esclarecimentos sobre a operação.

Moraes também marcou uma audiência na próxima segunda-feira (3 de novembro), no Rio de Janeiro, para tratar do tema. Fonte: Agência Brasil. 

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