segunda-feira, 20 de julho de 2026

CPI do Crime Organizado aprova convites a ministros do STF e convoca ex-ministros de Bolsonaro

Fonte: Saulo Cruz/Agência Senado
Fonte: Saulo Cruz/Agência Senado

     

    A CPI do Crime Organizado aprovou, nesta quarta-feira (25/2), uma série de convocações e quebras de sigilo para investigar a influência de facções no sistema financeiro.

    Nesse sentido, as medidas miram a infiltração de organizações criminosas em estruturas do Estado e em operações bancárias complexas.

    Dessa maneira, a comissão amplia o escopo da apuração sobre vínculos societários e movimentações de capital.

    Com efeito, o colegiado busca identificar como o crime organizado utiliza empresas legítimas para lavagem de dinheiro.

     

    Foco na família Toffoli e membros do judiciário

    O colegiado aprovou a convocação de José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro do STF, Dias Toffoli.

    Os parlamentares enviaram convites para depoimentos dos ministros Alexandre de Moraes e do próprio Dias Toffoli.

    A CPI autorizou a quebra de sigilo da empresa Maridt Participações, ligada à família Toffoli, cobrindo o período de 2022 a 2026.

    Portanto, o relator Alessandro Vieira (MDB-SE) defende que essas oitivas são essenciais para cruzar dados sobre transações atípicas mencionadas nos relatórios.

     

    Devassa no banco Master e inteligência do Coaf

    No setor financeiro, a CPI autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do Banco Master e de sua controlada, a CBSF (antiga Reag Investimentos).

    Para tanto, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) deverá enviar relatórios detalhados de inteligência financeira aos senadores.

    Isso ocorre porque os investigadores suspeitam de operações irregulares que podem estar conectadas a esquemas de corrupção. Assim, o cruzamento de dados telefônicos e bancários permitirá rastrear o destino final de recursos sob investigação.

     

    Ex-autoridades no alvo da comissão

    A lista de convocados inclui nomes de peso da gestão econômica anterior, como o ex-ministro Paulo Guedes e o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

    De acordo com o relator, a presença dessas autoridades visa esclarecer processos regulatórios e fluxos de capital durante seus mandatos.

    Vale destacar que Alessandro Vieira ressaltou que a convocação não configura uma acusação antecipada, mas uma etapa técnica necessária.

    Certamente, os depoimentos de João Roma e Ronaldo Bento, ex-ministros da Cidadania, também ajudarão a compor o quadro logístico das operações investigadas. Fonte: Agência Senado.

     

     

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