A CPI do Crime Organizado aprovou, nesta quarta-feira (25/2), uma série de convocações e quebras de sigilo para investigar a influência de facções no sistema financeiro.
Nesse sentido, as medidas miram a infiltração de organizações criminosas em estruturas do Estado e em operações bancárias complexas.
Dessa maneira, a comissão amplia o escopo da apuração sobre vínculos societários e movimentações de capital.
Com efeito, o colegiado busca identificar como o crime organizado utiliza empresas legítimas para lavagem de dinheiro.
Foco na família Toffoli e membros do judiciário
O colegiado aprovou a convocação de José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro do STF, Dias Toffoli.
Os parlamentares enviaram convites para depoimentos dos ministros Alexandre de Moraes e do próprio Dias Toffoli.
A CPI autorizou a quebra de sigilo da empresa Maridt Participações, ligada à família Toffoli, cobrindo o período de 2022 a 2026.
Portanto, o relator Alessandro Vieira (MDB-SE) defende que essas oitivas são essenciais para cruzar dados sobre transações atípicas mencionadas nos relatórios.
Devassa no banco Master e inteligência do Coaf
No setor financeiro, a CPI autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do Banco Master e de sua controlada, a CBSF (antiga Reag Investimentos).
Para tanto, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) deverá enviar relatórios detalhados de inteligência financeira aos senadores.
Isso ocorre porque os investigadores suspeitam de operações irregulares que podem estar conectadas a esquemas de corrupção. Assim, o cruzamento de dados telefônicos e bancários permitirá rastrear o destino final de recursos sob investigação.
Ex-autoridades no alvo da comissão
A lista de convocados inclui nomes de peso da gestão econômica anterior, como o ex-ministro Paulo Guedes e o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.
De acordo com o relator, a presença dessas autoridades visa esclarecer processos regulatórios e fluxos de capital durante seus mandatos.
Vale destacar que Alessandro Vieira ressaltou que a convocação não configura uma acusação antecipada, mas uma etapa técnica necessária.
Certamente, os depoimentos de João Roma e Ronaldo Bento, ex-ministros da Cidadania, também ajudarão a compor o quadro logístico das operações investigadas. Fonte: Agência Senado.







