A CPI do Crime Organizado no Senado Federal retomará os trabalhos nesta semana, entre os dias 23 e 27/2, após a pausa do Carnaval.
O colegiado analisará requerimentos fundamentais relacionados ao Banco Master. Dessa maneira, a pauta inclui pedidos de convocação de autoridades de alto escalão e executivos ligados à instituição financeira.
Os senadores pretendem aprofundar as investigações sobre possíveis conexões entre o poder público e estruturas de lavagem de dinheiro.
Pedidos de convocação de ministros do STF
Os parlamentares deliberarão na quarta-feira (25/2) sobre os requerimentos para convocar os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
Isso ocorre porque o relator Alessandro Vieira (MDB-SE), com apoio da ala oposicionista, apresentou pedidos baseados em supostas irregularidades.
Segundo a justificativa, informações apontam uma possível participação societária de Toffoli em um resort que negociou ativos com fundos ligados ao Banco Master.
Além disso, o nome do ministro teria aparecido em relatórios da Polícia Federal envolvendo conversas do controlador do banco.
Investigação sobre conflitos de interesse
A comissão também avalia a convocação da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. De acordo com os parlamentares, ela teria mantido contratos de prestação de serviços com o Banco Master.
Simultaneamente, a CPI deve votar convites para o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e para o ex-ministro Guido Mantega, que agora integra o conselho da instituição.
Portanto, os senadores buscam esclarecer se houve uso de influência política para favorecer o crescimento do banco no cenário nacional.
Inteligência financeira e depoimentos estratégicos
A pauta da semana inclui, ainda, pedidos de informações ao Coaf e à Anac sobre movimentações patrimoniais dos investigados.
Ademais, os membros da comissão preveem a oitiva de Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como “TH Joias”. Consequentemente, o depoimento dele é considerado vital para desvendar a atuação de grupos criminosos em estruturas estatais.
Assim, a retomada dos trabalhos promete intensificar o cerco sobre as operações financeiras suspeitas que envolvem o grupo econômico sob suspeita. Fonte: Congresso em Foco.








