A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou, na manhã desta quinta-feira (26/2), a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Nesse sentido, o colegiado votou um bloco de 87 requerimentos para aprofundar a investigação sobre descontos indevidos em aposentadorias.
Dessa maneira, a comissão busca esclarecer se recursos desviados de pensionistas abasteceram contas de pessoas ligadas à cúpula do governo.
Com efeito, a decisão coloca o filho do presidente no centro das investigações parlamentares.
Indícios e convocação de Ex-CEO
O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), fundamentou o pedido de convocação com base em mensagens interceptadas.
Segundo o parlamentar, diálogos sugerem que um pagamento de R$ 300 mil à empresa de Roberta Luchsinger teria como destinatário “o filho do rapaz”.
Simultaneamente, os membros da comissão aprovaram a convocação de Augusto Ferreira Lima, ex-CEO do Banco Master e controlador do Banco Pleno.
Portanto, o foco da investigação agora se divide entre o rastro do dinheiro e a participação de instituições financeiras liquidadas pelo Banco Central.
Confusão e impasse na votação
A aprovação dos requerimentos provocou um cenário de confusão generalizada e agressões físicas entre parlamentares.
Isso ocorre porque a base governista contestou o resultado, alegando que o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), contabilizou apenas os votos dos titulares.
Consequentemente, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) acusou a presidência de tentativa de fraude e exigiu a nulidade da sessão.
Assim, o clima de instabilidade forçou a interrupção temporária dos trabalhos e gerou ameaças de representações no Conselho de Ética.
Oitivas e esquema de fraudes no Maranhão
No período da tarde, a CPMI tomou o depoimento de Paulo Camisotti, do deputado estadual Edson Cunha de Araújo (MA) e do advogado Cecílio Galvão.
Vale destacar que Camisotti é filho de um dos principais acusados de operar descontos não autorizados no INSS.
Além disso, o deputado Edson Araújo responde a acusações da Polícia Federal sobre movimentações irregulares em entidades de pescadores no Maranhão.
Certamente, o depoimento de Cecílio Galvão, apontado como recebedor de R$ 4 milhões das entidades investigadas, fechou o dia de depoimentos sob forte pressão técnica.







