quinta-feira, 23 de julho de 2026

Ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal nega ter promovido blitz para reter eleitores

O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques negou que a instituição tenha atuado politicamente no segundo turno das eleições presidenciais para favorecer o então candidato Jair Bolsonaro, fazendo operações de fiscalização principalmente na região Nordeste, onde o candidato Lula liderava as pesquisas de intenção de voto. Vasques depôs nesta terça-feira (20) na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro.

O ex-diretor classificou a acusação como “a maior injustiça já realizada na história da PRF” e afirmou que, em 30 de outubro, data do segundo turno, a fiscalização foi menor no Nordeste do que em outras regiões. Ele acrescentou que, dos 618 pontos fiscalizados em todo o país, 310 corresponderam a locais onde Lula ganhou a eleição, e em 316, Bolsonaro foi o vencedor. Vasques disse que não houve registro de que alguém tenha deixado de votar por conta da fiscalização da Polícia Rodoviária Federal e somente cinco ônibus foram recolhidos em operações no Nordeste.

Houve divergências entre a relatora, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), e Silvinei Vasques sobre o planejamento das operações da PRF durante as eleições e sobre os resultados da fiscalização. O ex-diretor reafirmou que não houve foco na região Nordeste. A relatora citou pagamento de diárias e apreensão de veículos como parte da operação Transporte Seguro que mostrariam uma preferência pela região.

“A informação que nós temos é que a definição específica dos lugares para fiscalização, que na praxe de operações é definida pelos superintendentes regionais, foi definida aqui no comando central. E neste comando central, foi apresentado inclusive um rito de atuação pelo Brasil inteiro. E nesse rito não constavam, por exemplo, outras regiões, apenas o Nordeste brasileiro. Há uma clara suspeição sobre esse planejamento”, disse a relatora. Com informações da Agência Câmara de Notícias.

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