terça-feira, 21 de julho de 2026

Fortaleza: por um Réveillon ecologicamente sustentável

Lixo na orla depois do Réveillon

Por Acrísio Sena

De acordo com a Prefeitura de Fortaleza, o Réveillon deste ano terá dois dias de festa, começando no dia 30 de dezembro, uma sexta-feira e terminando no dia 1º de janeiro de 2023, um domingo. Atrações nacionais e locais vão agitar a cidade. A previsão é que mais de 2 milhões de pessoas visitem o aterro da Praia de Iracema. A produção de resíduos sólidos também terá grandes dimensões. Se tomarmos como referência o último Réveillon, em torno de 80 toneladas de lixo foram retiradas em um único dia. É hora de inovar e colocar em prática a sustentabilidade.

A Prefeitura de Fortaleza poderia distribuir sacolas biodegradáveis para que a própria população descarte corretamente seus resíduos. Seria uma ação de forte apelo educativo, coordenada pela Seuma (Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente). A repercussão nacional ajudaria a produzir uma imagem de cidade ecológica. Vamos mostrar para o mundo que, junto com a nossa alegria, temos preocupações ambientais!

Repúdio

Como líder do PT na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), repúdio à ação do governo Bolsonaro de extinguir a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP). O fato gerou revolta em todas as organizações de direitos humanos que tratam do tema, já que a Comissão é prevista pela Constituição e ainda não cumpriu sua tarefa legal em totalidade. O Ministério Público também reprovou a atitude. Trata-se de um ataque baixo à memória das vítimas da ditadura militar e uma tentativa de acobertar os crimes do regime autoritário.

A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos foi criada em 1995, com o intuito de reconhecer pessoas mortas ou desaparecidas em razão da ditadura, além de localizar corpos e realizar indenizações aos familiares. O órgão foi extinto na manhã do dia 15/12, duas semanas antes do fim do mandato de Bolsonaro. Para Acrísio, o ato configura mais um desrespeito contra o estado democrático de direito, já que dificulta a reparação das vítimas e seus familiares. “No apagar das luzes do seu desastroso governo, Bolsonaro quer ainda atender aos interesses dos militares, que absurdamente defendem que não houve ditadura, contrariando os fatos. É mais uma medida que deve ser revogada no governo Lula”.

Acrísio Sena é vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Ceará – Alece

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